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“Há vida após o diagnóstico”, afirma jornalista Renata Capucci sobre Parkinson

No mês dedicado à conscientização sobre o Parkinson, jornalista do Fantástico comenta desafios para lidar com efeitos da doença após receber o diagnóstico

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Jornalista do Fantástico, Renata Capucci, descobriu a doença em 2018, mesma época em que gravava o programa Popstar • Renata Capucci / Instagram

Há sete anos, a jornalista Renata Capucci, de 51 anos, foi diagnosticada com a Parkinson. No entanto, apenas em 2022 ela começou a falar em público sobre a doença.

Neste mês, que é dedicado à conscientização sobre o Parkinson, a jornalista do Fantástico, da TV Globo, fez uma live no Instagram com a neurologista Mariana Moscovich.

A jornalista conta que percebeu os sintomas em fevereiro de 2018, quando uma colega notou que Renata mancava. Foi quando notou a lentidão nos próprios movimentos e passou a procurar médicos, fisioterapeutas e osteopatas.

Logo depois, ela teve um episódio em que um braço subiu sozinho. O marido a levou à emergência neurológica, logo depois de uma apresentação no programa "Popstar", e foi dado o diagnóstico de Parkinson.

Desde então, a jornalista faz tratamento contra a doença. Na live, Renata Capucci revelou que faz uso de canabidiol para tratamento do estresse e insônia. Outro 'segredo', segundo a jornalista, para ter mais qualidade de vida, é a prática de exercícios físicos.

Renata, no entanto, alerta que cada caso deve ser avaliado individualmente e o tratamento dela pode não ser o melhor para outra pessoa com a mesma doença.

Decisão de tornar o diagnóstico público

Renata Capucci conta que esperou o momento ideal para divulgar o diagnóstico. Segundo a jornalista, cada uma tem o próprio tempo para comentar sobre a doença e o momento dela foi no podcast ‘Isso é fantástico’ em uma edição que tratava de doenças neurodegenerativas.

“Eu tive o meu tempo, eu esperei quatro anos para falar. Começou a me incomodar, porque eu sou jornalista, sou contadora de histórias da vida real. Eu lido com realidade e com verdade. Eu não podia ter uma vida dupla. Eu não podia, por exemplo, fazer uma reportagem sobre Parkinson e omitir que eu tinha a doença”, comenta a jornalista sobre a escolha do momento para tornar o diagnóstico público.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo