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Se Banco Central fosse empresa privada, presidente seria demitido, diz ministro do Trabalho

Luiz Marinho celebrou dados positivos do Caged, mas destacou que a manutenção da Selic em 13,75% frustrou expectativas do Ministério para números ainda mais animadores

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Luiz Marinho, ministro do Trabalho, afirmou que se BC fosse empresa privada, Campos Neto já teria sido demitido
Luiz Marinho, ministro do Trabalho, afirmou que se BC fosse empresa privada, Campos Neto já teria sido demitido • Reprodução

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse nesta quinta-feira (29) que o Banco Central (BC) não vem se atentando ao cenário para postos de emprego no país. Na avaliação do petista, se a instituição fosse uma empresa privada, seu presidente, Roberto Campos Neto, seria demitido.

“Se o Banco Central fosse uma empresa privada, seguramente seu presidente já teria sido demitido, pelo não cumprimento de suas obrigações. Ele tem que observar esses indicadores [de emprego] e aparentemente não está sendo observando”, disse.

Marinho apresentou nesta quinta-feira dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) para maio. No período, o Brasil criou 155.277 vagas com carteira assinada.

O petista celebrou o resultado positivo, mas destacou que a manutenção da taxa básica de juros em 13,75% frustrou expectativas do Ministério para a divulgação de dados ainda mais animadores.

Segundo o ministro, a Lei de Autonomia do Banco Central estabelece que, além de controlar a inflação, o BC deve se ater à situação do emprego no país. Para Marinho, a instituição “não vem cumprindo essa obrigação”.

“Eu não vejo uma frase nas atas [do Copom] sobre emprego. Queria alertar mais uma vez nosso Senado, nossos senadores e senadoras, o presidente Rodrigo Pacheco, sobre a necessidade de cuidar dessa ótica”, disse.

“O Senado tem a responsabilidade de olhar para as obrigações do Banco Central autônomo”, completou.

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