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Quem vai ficar com a vice-presidência da ALMG?

PT e PL reivindicam o cargo mais desejado da mesa depois da presidência. Os dois partidos apoiam a candidatura de Tadeu Martins Leite (MDB) que, segundo aliados, contabiliza 41 votos entre os 77 deputados.

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Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais • Luiz Santana

A mesa diretora da Assembleia Legislativa é composta por sete cargos: presidente, 1º-vice-presidente, 2º-vice-presidente, 3º-vice-presidente, 1º-secretário, 2º-secretário e 3º-secretário. Na montagem da chapa, além da presidência, os mais disputados são a 1ª vice-presidência, cargo responsável pelo comando do plenário na ausência do presidente; e a 1ª primeira vice-secretaria, que é a prefeitura, a gerência da casa.

A 1º vice-presidência é reivindicada pelo PT, que é a maior bancada com 12 deputados; e pelo PL que vem na sequência com 9 parlamentares, empatado com o PSD. Depois da retirada de apoio do PL ao candidato governista, o que inviabilizou a candidatura de Roberto Andrade (Patriota), o partido tem carta na manga pra negociar o segundo posto de comando da casa. O nome seria do deputado Antônio Carlos Arantes (PL), que ocupa o cargo na mesa atual. O PT também quer a vice, já que pela proporcionalidade teria direito à vaga. O Partido dos Trabalhadores reivindica ainda uma segunda vaga, que seria a 1ª vice-secretaria, visto que além dos 17 deputados petistas, ao todo, a federação com PV, PSB e PC do B conta com 17 parlamentares.

O PSD, que figura na segunda posição em número de deputados, por enquanto, articula uma candidatura própria, com Duarte Bechir. No entanto, se insistir na candidatura que agrada ao governo, pode acabar deixando de negociar um bom espaço na mesa, segundo fontes da coluna. A candidatura de Tadeuzinho (MDB) já conta com apoio declarado de duas das maiores bancadas, o PT e o PL. Na contabilidade dos apoiadores de Tadeu Martins, ele já teria 45 votos dos 77 deputados e na pior das hipóteses 41. Para o governo, ter o PT no segundo posto mais alto do legislativo, é um problema. O andamento de várias das privatizações propostas pelo governador Romeu Zema vai depender da relação que ele tiver com o parlamento.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.