Presidente do PSDB cita perseguição política para justificar investigação da PF
Endereços ligados a Marconi Perillo foram alvo de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira; ex-governador de Goiás acusa Ronaldo Caiado de agir para prejudicá-lo

O ex-governador de Goiás e atual presidente do PSDB, Marconi Perillo, afirmou estar sendo vítima de perseguição política após ser um dos alvos da Polícia Federal nesta quinta-feira (6). O político é investigado por supostamente praticar desvios de recursos da Saúde durante sua gestão.
Em nota divulgada após a operação, Perillo declarou que a ação ocorre em retaliação às denúncias que tem feito contra o governo do estado de Goiás e atual gestão de Ronaldo Caiado (União).
Ao todo, 11 mandados de busca e apreensão foram autorizados pela 11ª Vara Federal, que também determinou o bloqueio de mais de R$ 28 milhões dos investigados. As buscas ocorreram em endereços ligados ao ex-governador.
Marconi X Caiado
Na nota divulgada para se justificar, o presidente do PSDB, que também foi governador de Goiás em quatro oportunidades, disse que a operação é fruto de uma articulação do atual governador do estado goiano, Ronaldo Caiado, a quem Perillo tem feito críticas nos últimos anos.
“Mesmo esperando uma reação aos meus vídeos de denúncias por parte do grupo comandado por Caiado e que hoje domina Goiás e suas instituições, não imaginava que eles, mais uma vez, ousassem usar o poder do Estado para me perseguir, constranger e tentar calar”, disparou.
“Eu repudio veementemente a inclusão do meu nome nessa “operação”! Estão criando uma cortina de fumaça para não irem atrás de minhas denúncias e investigarem quem deveria ser investigado hoje em Goiás”, disse.
Oficialmente, o PSDB manifestou apoio ao seu presidente nacional, destacando que Perillo já foi vítima de acusações no passado e reforçando que todas as denúncias devem ser investigadas com isenção e celeridade, sem perseguições políticas.
Ronaldo Caiado foi procurado para se manifestar a respeito das acusações, mas ainda não houve retorno.
A operação
A Operação Panaceia investiga supostos desvios de recursos da Saúde no estado de Goiás, entre os anos de 2012 e 2018, período em que Perillo ocupava o cargo de governador. A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) apontam irregularidades na gestão de dois hospitais estaduais de referência, além de indícios de crimes como peculato, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas máximas somadas podem ultrapassar 40 anos de prisão.
Durante a operação, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão — dez em Goiânia e um em Brasília. A 11ª Vara Federal do Distrito Federal também determinou o bloqueio de mais de R$ 28 milhões dos investigados. A Polícia Federal realizou buscas na residência do ex-governador como parte da ação.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



