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Oposição articula reação no Congresso e mira desgaste de Haddad após recuo sobre IOF

Mesmo com recuo do governo sobre o aumento do imposto, líderes na Câmara e no Senado apostam no episódio para aumentar desgaste do governo Lula

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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante ida à Câmara dos Deputados
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante ida à Câmara dos Deputados • Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Apesar de o governo federal ter recuado da decisão de aumentar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a oposição prepara uma ofensiva no Congresso Nacional contra a medida anunciada e revogada no mesmo dia. A estratégia envolve a apresentação de projetos que buscam sustar os efeitos do decreto do Executivo e ampliar o desgaste político da equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Na última quinta-feira (23), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao lado da ministra do Planejamento, Simone Tebet, anunciou o aumento da alíquota do IOF para até 3,5% em operações como transações no exterior, empréstimos para empresas e contratos de seguros. A reação negativa levou o governo a rever parte das mudanças ainda no mesmo dia, restaurando a alíquota anterior para transferências de aplicações em fundos no exterior (zerada) e para remessas destinadas a investimentos (de volta a 1,1%).

Zucco, por sua vez, apresentou o texto antes mesmo do recuo parcial da Fazenda. Em sua justificativa, classificou o decreto como “estarrecedor” e “tecnicamente inadequado”. O deputado argumenta que o IOF, por natureza extrafiscal, não pode ser usado com fins meramente arrecadatórios, como sugeriria a medida original.

Haddad na mira

A oposição também busca aumentar a pressão política e não deixar o assunto morrer. Zucco, lídero da oposição na Câmara, apresentou requerimento para convocar Haddad à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Casa. A ideia é que o ministro preste esclarecimentos formais sobre a proposta e os motivos do recuo.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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