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Nikolas quer Temer, Alckmin e Lira como testemunhas em processo por injúria a Lula

Deputado mineiro é acusado pela Procuradoria-geral da República de ofender a honra do presidente ao chamado de ‘ladrão’ durante evento na ONU

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Deputado esteve com o ex-presidente no Complexo Penitenciário da Papuda • Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Processado pela Procuradora-Geral da República (PGR) pelo crime de injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG) pretende ter em seu favor o testemunho de personagens inusitados da política, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ex-presidente Michel Temer.

Na ocasião, Nikolas foi convidado para discursar como 'liderança jovem' na quinta Cúpula Transatlântica, realizada nos Estados Unidos. Durante sua fala, o deputado citou o artista Leonardo DiCaprio e a ativista Greta Thunberg ao mencionar que ambos apoiavam o presidente 'socialista' Lula. “Um ladrão que deveria estar na prisão”, disse.

A Polícia Federal chegou a abrir um inquérito e colher o depoimento do deputado, mas, por fim, optou por não oferecer denúncia. Já a PGR viu a prática de um crime de injúria e optou por seguir com a acusação no STF.

Testemunhas Inusitadas

Na defesa apresentada por Nikolas, os advogados citam que o deputado não teve a intenção de ofender o presidente e que o episódio faz parte do debate político. A peça apresentada ao STF relembra também outros episódios envolvendo citações ao presidente Lula feitas pelo seu atual vice, Geraldo Alckmin, e o ex-vice-presidente Michel Temer.

No caso de Alckmin, a defesa relembra quando o então governador de São Paulo, em pré-campanha para a presidência em 2017, disse que “Lula é o retrato do PT, partido envolvido em corrupção, sem compromisso com as questões de natureza ética e sem limites”.

Ao relembrar o ex-presidente Michel Temer, a defesa cita a vez em que Temer disse: “Eu fui secretário de Segurança e sei lidar com bandido”, ao se referir ao presidente Lula.

Os advogados de Nikolas pedem que ambos os políticos sejam convocados como testemunhas para comprovar que as falas não seriam crimes contra a honra. Além de Alckmin e Temer, a defesa também pediu ao STF que convoque para testemunhar em favor de Nikolas o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e o deputado federal Luís Tibé (Avante/MG).

O processo tramita no Supremo Tribunal Federal sob a relatoria do ministro Luiz Fux, que pode ou não aceitar o pedido de convocação.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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