'Não falo mais sobre esse assunto', diz Haddad sobre desoneração de combustíveis
Ministro da Fazenda disse que decisão caberá ao presidente Lula

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que não comenta as decisões do governo sobre a prorrogação da isenção de impostos sobre os combustíveis.
Questionado por jornalistas sobre o fim da desoneração sobre os combustíveis ao chegar para reunião de conselho da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), na manhã desta terça-feira (31), Haddad afirmou que a decisão cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Desde o dia 1º de janeiro não discuto mais esse assunto. A decisão foi tomada pelo presidente da República, que obviamente pode revisitar a matéria, mas até o presente momento não houve da parte dele nenhuma provocação ao Ministério da Fazenda”, afirmou Haddad.
O tema causou divergências entre Lula e Haddad e o ministro acabou derrotado nas discussões internas do governo.
Haddad havia defendido, ainda antes do início do governo Lula, que a isenção de impostos federais sobre combustíveis não fosse prorrogada. A redução foi implementada pelo governo Bolsonaro para baixar os altos preços nas bombas.
O presidente Lula, porém, ignorou a posição de Haddad e assinou uma Medida Provisória que mantém zerados os impostos federais (PIS/Cofins) sobre gasolina e etanol por 60 dias, até 28 de fevereiro. Para o diesel, a medida vale por um ano, até 31 de dezembro.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
