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Michelle critica decisão que impediu Bolsonaro de ir à posse de Trump: 'Eles têm medinho do meu marido'

A ex-primeira dama esteve no Aeroporto de Brasília. Hoje, ela viaja para os EUA, onde acompanhará a posse de Trump

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Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL)
Jair Bolsonaro e Michelle em registro de 2022 • Rádio Itatiaia

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro esteve no Aeroporto de Brasília na manhã desta sábado (18) ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela vai viajar à posse do presidente eleito Donald Trump, nos Estados Unidos. O evento será realizado no dia 20. Bolsonaro não vai, pois está com o passaporte retido.

"Meu marido está sendo perseguido, mas assim como aqueles que Deus envia serão perseguidos. A gente sabe disso. Espero que Deus tenha misericórdia da nossa nação e do meu marido. Assim como o grande líder, não seria diferente, né? Foi, vamos dizer, o maior líder da direita que elegeu "inelegível", mas que elegeu o maior número de vereadores e prefeitos, e não seria diferente. É um certo medinho que eles tem do meu marido", disse Michelle a jornalistas.

O convite para participação de Bolsonaro na posse de Trump foi enviado por e-mail em 9 de janeiro. Uma cópia do documento foi anexada ao pedido endereçado a Moraes.

À Moraes, a defesa de Bolsonaro declarou: “As cautelares impostas ao Peticionário têm sido integralmente cumpridas e respeitadas. E, portanto, nada indica que a pontual devolução do passaporte, por período delimitado e justificado, possa colocar em risco essa realidade. Sendo certo que, em seu retorno, o passaporte será prontamente devolvido a esse E. Supremo Tribunal Federal”.

Moraes negou o pedido de Jair Bolsonaro com base nos seguintes argumentos:

  1. Falta de comprovação documental: A defesa não apresentou documento oficial que comprovasse o convite para a posse do presidente dos EUA. O único elemento apresentado foi um e-mail de remetente não identificado, considerado insuficiente.
  2. Ausência de justificativa relevante: O pedido de viagem foi motivado por interesses particulares e não demonstrou necessidade básica, urgente ou imprescindível que justificasse uma exceção à medida cautelar.
  3. Risco de fugo: O histórico do investigado e de outros envolvidos no caso demonstra um risco concreto de tentativa de evasão para evitar a aplicação da lei penal, reforçado por declarações públicas de Bolsonaro sugerindo possíveis fugas ou asilos no exterior.
  4. Gravidade das acusações: Bolsonaro é indiciado por crimes graves, incluindo tentativa de golpe de Estado, o que sustenta a necessidade de medidas restritivas para assegurar a aplicação da lei penal.
  5. Interesse público superior: A medida cautelar de retenção do passaporte foi considerada necessária e proporcional para preservar a ordem pública e garantir a continuidade das investigações.
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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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