Mapa da Fome: entenda como a ONU avalia a segurança alimentar em cada país
Segundo o levantamento, isso significa que menos de 2,5% da população está em risco de subnutrição, o que retira o país da categoria de insegurança alimentar grave

O Brasil voltou a sair do Mapa da Fome após três anos, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (28) pela Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o levantamento, isso significa que menos de 2,5% da população está em risco de subnutrição, o que retira o país da categoria de insegurança alimentar grave.
Indicadores utilizados na avaliação
Um país entra no Mapa da Fome quando mais de 2,5% da população enfrenta falta crônica de alimentos. Para identificar esse percentual, a FAO utiliza os seguintes indicadores:
- Profundidade da fome – medida pela estimativa de pessoas que enfrentam fome ou consomem alimentos de forma insuficiente e inadequada;
- População – identificação de grupos em situação de vulnerabilidade social que enfrentam a fome;
- Desnutrição – considera a parcela da população que não tem acesso à alimentação suficiente ou adequada.
Brasil fora do Mapa da Fome
Nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou o resultado histórico para o Brasil, que saiu do relatório em tempo recorde — pela segunda vez durante algum mandato do petista.
Em 2014, o Brasil também havia deixado o Mapa da Fome, mas retornou em 2019.
O novo resultado reflete a média trienal dos anos de 2022, 2023 e 2024.
“Uma conquista histórica que mostra que, com políticas públicas sérias e compromisso com o povo, é possível combater a fome e construir um país mais justo e solidário”.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



