Joias de Bolsonaro: Moraes nega pedido da CGU para ter acesso integral a investigações
Um processo administrativo disciplinar (PAD) e a uma investigação preliminar correm em paralelo na CGU

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da Controladoria-Geral da União (CGU) para acessar provas da investigação em curso sobre as joias doadas pelo governo da Arábia Saudita ao Brasil durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O órgão pediu acesso a dados bancários, mensagens e depoimentos.
Um processo administrativo disciplinar (PAD) e a uma investigação preliminar correm em paralelo na CGU. O órgão queria acesso a relatórios da Polícia Federal, com íntegras de áudios e conversas de aplicativos.
Trata-se de uma investigação sobre o recebimento de joias presenteadas pelo governo da Arábia Saudita ao ex-presidente brasileiro. Essas peças teriam sido negociadas nos Estados Unidos por emissários de Bolsonaro.
Além do ex-presidente, outras 11 pessoas foram indiciadas no inquérito. São elas:
- Bento Albuquerque - almirante de esquadra e ex-ministro de Minas e Energia;
- Fabio Wajngarten - advogado e ex-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República;
- Frederick Wassef - advogado do ex-presidente;
- José Roberto Bueno Júnior - militar que enviou ofício para reaver joias;
- Julio Cesar Vieira Gomes - ex-secretário da Receita Federal;
- Marcelo Costa Câmara - ex-assessor do ex-presidente;
- Marcelo da Silva Vieira - chefe do Gabinete de Documentação Histórica da Presidência da República;
- Marcos André dos Santos Soeiro - ex-assessor do Ministério de Minas e Energia;
- Mauro Cesar Barbosa Cid - coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência da República;
- Mauro Cesar Lourena Cid - pai de Mauro Cid;
- Osmar Crivelatti - ex-assessor de Jair Bolsonaro.
A investigação começou em março de 2023. Um kit de joias foi retido na alfândega do Aeroporto de Guarulhos (SP) por não ter sido declarado. Os itens estavam em uma bagagem de um assessor do Ministério de Minas e Energia.
É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.



