Fuad Noman, prefeito de BH, estava debilitado em posse e vinha de poucas aparições públicas
Prefeito de Belo Horizonte, que morreu nesta quarta-feira, não compareceu à sua posse na Câmara nem à diplomação no TRE

O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), que morreu nesta quarta-feira (26), vinha de poucas aparições públicas devido ao seu quadro de saúde. Em uma das mais recentes, ele apareceu debilitado na cerimônia de posse.
Já o hospital Mater Dei explicou que, mesmo que o prefeito esteja em remissão completa do câncer, o prefeito precisava receber “tratamento de manutenção com anticorpo monoclonal com intervalos de 60 dias”, que o deixou com a imunidade comprometida.
Mesmo virtualmente, Fuad leu o compromisso de posse, conforme determinado pela Lei Orgânica do Município de Belo Horizonte. Chamou a atenção, à época, sua voz debilitada do prefeito. O agora chefe do executivo, Álvaro Damião (União), que esteve presencialmente na Câmara Municipal e foi empossado como vice, explicou o quadro de saúde de Fuad.
“As sequelas [do Prefeito Fuad] são do tratamento, não é fácil um tratamento como esse. A gente acredita e deposita todas as nossas esperanças na equipe médica comandada pelo Dr. Enaldo, pela equipe médica do Mater Dei, para dar a ele agora a tranquilidade que ele precisa para continuar o tratamento que ele está fazendo”, completou.
Ausência em diplomação
Os cuidados com a saúde também impediram Fuad Noman de comparecer à diplomação de sua chapa, junto com Damião, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) em Belo Horizonte. O procurador-geral do município, Hércules Guerra, representou o prefeito e recebeu o documento que confirma a eleição junto à Justiça Eleitoral.
Na cerimônia, os dois receberam o diploma das mãos do presidente do Tribunal, Ramom Tácio.
Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.
Enzo Menezes é chefe de reportagem do portal da Itatiaia desde 2022. Mestrando em Comunicação Social na UFMG, fez pós-graduação na Escola do Legislativo da ALMG e jornalismo na Fumec. Foi produtor e coordenador de produção da Record e repórter do R7 e de O Tempo



