Ex-chefe da supervisão do BC falta à CPI após decisão do STF
Decisão do Supremo tornou facultativo o depoimento; investigado é suspeito de favorecer o Banco Master

O ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, Belline Santana, não compareceu à sessão da CPI do Crime Organizado nesta terça-feira (24), após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que tornou facultativa sua presença.
Mesmo convocado, Belline pôde optar por não prestar depoimento, amparado pelo direito de não produzir provas contra si. A defesa informou que ele não poderia deixar São Paulo por estar sob monitoramento eletrônico, com uso de tornozeleira.
A ausência ocorre em meio às investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master.
A decisão do STF segue entendimento já aplicado a outros investigados, como o ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza.
Belline ocupava um cargo estratégico no Banco Central, sendo responsável pela supervisão direta de instituições financeiras - como o Banco Master. Já Paulo Sérgio Neves de Souza era diretor de Fiscalização da autarquia, uma das funções mais altas do órgão.
Segundo a Polícia Federal, ambos são suspeitos de atuar como consultores informais do Banco Master, o que levanta indícios de conflito de interesses, já que ocupavam posições diretamente ligadas à regulação e fiscalização do sistema bancário.
Apesar da ausência do depoente, a CPI do Crime Organizado manteve a agenda da sessão e deu continuidade aos trabalhos previstos.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio
