Belo Horizonte
Itatiaia

Entenda a cobrança de dívida bilionária que Zema diz que pode colapsar as contas públicas de Minas

Programa junto ao governo federal não foi aprovado pela ALMG até a data limite, de 30 de junho

Por
Governo de Minas afirmou que cobrança de dívida pode tornar contas públicas inviáveis
Governo de Minas afirmou que cobrança de dívida pode tornar contas públicas inviáveis • Leo Drumond

O governo Romeu Zema (Novo) afirmou, nesta quinta-feira (6), que a cobrança de R$ 16,4 bilhões determinada pelo governo federal poderá inviabilizar as contas públicas em Minas Gerais. O resultado seria a volta de atrasos no salários dos servidores e a falta de medicamentos em hospitais mineiros. 

A dívida cobrada pelo Tesouro Nacional - inicialmente calculada em R$ 15 bilhões - passou a ser devida após o governo estadual perder o prazo para a adesão ao Programa de Acompanhamento e Transferência Fiscal (PAF), que tinha data limite na última sexta-feira (30). 

Veja mais:

A terceira etapa do programa federal que tinha objetivo de ajudar estados endividados foi criado em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro, atualizando etapas anteriores do programa. 


Iframe Embed

A primeira autorização para fazer uma repactuação da dívida de Minas com a União aconteceu em 2017, durante o governo de Fernando Pimentel (PT) - com o ex-presidente Michel Temer (MDB) à frente do Palácio do Planalto. 

Em julho de 2022, o governo Zema assinou um termo aditivo para refinanciar uma dívida com a União que vem sendo paga desde o início dos anos 2000. Para o aditivo ser válido, o governo estadual se comprometeu a aderir ao PAF até o dia 30 de junho de 2023. Para isso precisava de uma aprovação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). 

Como isso não ocorreu, a subsecretária de Relações Financeiras Intergovernamentais do governo Lula informou em ofício à Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) que o órgão passará a considerar que o aditivo com o refinanciamento da dívida não tem mais validade.

Por

Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.