Em ato contra extrema direta na ONU, Boric cita Venezuela e faz autocrítica à esquerda
Evento foi organizado pelos governos brasileiro e espanhol

O presidente Chileno, Gabriel Boric, fez uma autocrítica às esquerdas durante evento para combater o avanço da extrema direita, realizado no prédio da ONU, em Nova York, nesta quarta (29). O debate chamado "Em Defesa da Democracia: lutando contra o extremismo" foi organizado pelos presidentes brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e espanhol Pedro Sanchez.
Ditador de estimação
Durante sua participação, o presidente chileno citou o caso da Venezuela para dizer que a esquerda não pode proteger ditadores de seu campo político e atacar apenas a direita. "Precisamos adotar posição única de paises progressistas. Violação de Direitos Humanos não pode ser julgada conforme a cor do ditador de que os violar ou presidente que os violar. Seja Netanyahu em Israel ou Maduro na Venezuela, Ortega na Nicaragua ou Putin na Rússia. Que se autodefinam de esquerda ou direita, o que sejam. Nós progressistas precisamos ser capazes de defender principios", disparou o chileno.
Momento crítico
A posição de Boric teria irritado Lula que, antes, havia duras críticas à extrema direita. "É inegável que a democracia vive hoje seu momento mais crítico desde a II Guerra Mundial.No Brasil e nos Estados Unidos, forças totalitárias promoveram ações violentas para desafiar o resultado das urnas. Na América Latina, as notícias falsas corroem a confiança e afetam os processos eleitorais. Na Europa, uma mistura explosiva de racismo, xenofobia e campanhas de desinformação coloca em risco a diversidade e o pluralismo. Na África, golpes de Estado demonstram que o uso da força para derrubar governos ainda refletem os resquícios do colonialismo", afirmou o presidente.
O presidente brasileiro falou sobre a necessidade de as democracias se unirem. "Compreender por que a democracia se tornou alvo fácil para a extrema direita e suas falsas narrativas é um desafio compartilhado', completou.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



