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Canais de WhatsApp das campanhas de Lula e Flávio se tornam desafio para o TSE

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) debateu a possibilidade de suspender canais de WhatsApp nas vésperas da eleição, buscando controlar a influência das redes sociais; proposta de alteração foi rejeitada para este pleito

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Sede do TSE, em Brasília
Sede do TSE, em Brasília • Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) debateu a possibilidade de suspender canais de WhatsApp durante o fim de semana das votações, a poucos dias da eleição. A discussão surge em meio à intensa influência das redes sociais no pleito deste ano, com o TSE buscando formas de lidar com a rápida disseminação de informações.

Ferramenta já presente em 2022, o canal de WhatsApp tornou-se uma das principais estratégias de mobilização e domínio dos algoritmos das redes sociais para a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sua crescente utilização tem se mostrado um desafio para os ministros da Corte Eleitoral.

Diante da dificuldade em gerenciar o crescimento do canal, idealizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) em apoio a Lula, o TSE já havia suspendido transmissões anteriormente. A recente discussão focou na manutenção da atividade do canal nos últimos dois dias antes do pleito, período em que a campanha e a boca de urna são vetadas pela legislação.

O ministro Kassio Nunes Marques declarou à CNN que qualquer alteração nas regras deveria ser postergada para a próxima eleição. Ele ressaltou que "mexer na regra do jogo com a bola rolando no campo seria muito pior", indicando a inviabilidade de mudanças tão próximas ao pleito.

O cenário eleitoral já é marcado pelas incertezas das pesquisas, que desestabilizaram favoritos, e pela indecisão dos eleitores, que ainda definem o futuro presidente do país.

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