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'Senado tem o dever de agir', diz Tarcísio sobre ministros do STF citados no caso Master

'Se o Senado não atua, o sistema de freios e contrapesos vai ruir da pior forma', acrescentou governador

Porde São Paulo
Campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à reeleição
Campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à reeleição • Divulgação / Campanha Tarcísio de Freitas

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirma que o Senado tem o "dever de agir" em meio a menções e suspeitas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na investigação do escândalo do Banco Master.

A declaração do governador foi dada durante uma agenda nesta terça-feira (8), na capital paulista, após ser questionado por jornalistas sobre o fato de alguns de seus aliados políticos defenderem o impeachment de ministros do Supremo.

"Cada instituição tem que cumprir o seu papel e tudo tem que ser feito dentro da regra do jogo. Aquilo que foi revelado é grave e precisa de resposta institucional, porque a gente não pode ultrapassar as barreiras daquilo que é legal. A gente não pode romper as barreiras do Estado Democrático de Direito. Se existe dúvidas com relação à compatibilidade das condutas com o exercício da magistratura, essas dúvidas precisam ser sanadas e quem tem que dar resposta é o próprio tribunal", destacou.

"Outro órgão que precisa dar resposta é o Senado. O Senado tem o dever de agir, tem o dever de fiscalizar. Ele está sendo chamado também à responsabilidade. Porque se o Senado não atua, o sistema de freios e contrapesos rui e vai ruir da pior forma, a pior ruína, que é a ruína da omissão. Então a gente tem que cobrar também que o Senado exerça o seu papel. Então eu entendo que para a República funcionar, para o Estado Democrático de Direito funcionar, as instituições têm que funcionar e cada uma cumprir o seu papel", finalizou.

No ato de 7 de setembro, realizado nessa segunda-feira (7), na Avenida Paulista, aliados de Tarcísio, em diversos discursos, defenderam que ministros do STF percam os cargos por terem sido citados em investigações da Polícia Federal após terem sido mencionados ou mantido supostas conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. Na manifestação, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli foram os mais atacados em discursos de políticos ou em palavras de ordem do público.

Tarcísio participou da manifestação. No discurso, ao lado do candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), o governador cobrou rigor na investigação sobre a conduta dos ministros citados na investigação e citou o Moraes nominalmente.

O governador ressaltou que estava na Avenida Paulista para lutar contra o "poder absoluto". No entanto, o político do Republicanos adotou um tom mais moderado em relação ao discurso feito no ano passado. No discurso anterior, Tarcísio utilizou palavras duras e chamou Moraes de "ditador". Na coletiva de imprensa desta terça, jornalistas questionaram o governador sobre a mudança de tom do discurso.

"O tom foi o correto para o momento que a gente está vivendo. O Brasil cobra uma resposta e essa resposta tem que ser institucional. E com relação a isso, acho que o Brasil todo está vendo a associação que existe entre o PT e o PT sempre governando aí, amparado em decisões. Então, no final é a própria população que faz a associação. Hoje, o Supremo vive uma crise de credibilidade como nunca viveu. E isso é muito grave. Imagina a sua Corte Suprema perdendo a confiança", afirmou.

Políticos do campo da direita aguardam a manifestação do presidente do STF, Edson Fachin, sobre uma abertura de investigação para apurar a conduta do ministro Moraes no caso Master.

Após uma retirada de sigilo determinada pelo ministro André Mendonça, um relatório da Polícia Federal veio à público e revelou mensagens entre Vorcaro, investigado pela PF, e um número atribuído ao ministro Moraes. Entre os diálogos estão pedidos e perguntas de Vorcaro a Moraes logo nos dias que antecederam sua prisão.

O ex-banqueiro chegou a perguntar a Moraes se ele deveria ou não deixar o país. Até o momento não há informações sobre as respostas ou mensagens que o ministro enviou a Vorcaro.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.

 

 

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