Rogério Marinho diz que decisão de Zanin é ‘lamentável’: 'Perderam no voto'
Marinho lembrou que Zanin era advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que o magistrado tenta tumultuar um processo eleitoral

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República, classificou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação até às 19h neste domingo (25), como ‘lamentável’.
Marinho lembrou que Zanin era advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que o magistrado tenta tumultuar um processo que “perdeu no voto”. “Decisão vergonhosa e intempestiva de um ministro do STF que era advogado do atual presidente, que toma decisão às 17 horas e um minuto após o encerramento das eleições”, disse.
Em decisão, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a votação até 19h após pedidos do PT. A legenda alega que eleitores foram prejudicados no Nordeste por empresários e prefeitos que supostamente teriam retirado as frotas de ônibus de circulação.
A decisão do magistrado, contudo, ocorreu às 17h, quando as urnas já haviam sido fechadas. Mesmo com o fim das eleições no horário marcado, algumas seções poderiam continuar abertas caso houvesse eleitores na fila.
Zanin publicou um novo esclarecimento cerca de meia hora depois da decisão que prorrogou o pleito. Segundo o magistrado, sua decisão vale apenas para as urnas que não haviam sido fechadas às 17h, horário limite para que os eleitores fossem votar.
“Sem prejuízo das apurações necessárias oportunamente e suas consequências jurídicas, determino que a decisão seja cumprida nos locais onde as urnas não foram fechadas, com a posterior totalização dos votos nas condições enunciadas, sendo que, nas urnas que já foram fechadas os votos serão computados e totalizados, nos termos anteriormente mencionados”, disse.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



