Prefeito de Salvador, Bruno Reis minimiza problemas com ônibus no segundo turno
Prefeito afirmou que ônibus foram retidos pro problemas operacionais nas garagens e 'mobilizações políticas'; PT pede prisão do gestor

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), disse que problemas operacionais e mobilizações políticas provocaram atrasos na saída dos ônibus neste domingo (25), segundo turno das eleições. Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) da capital baiana, 75 coletivos foram retidos na garagem na manhã de votação por supostamente estarem adesivados com símbolos políticos.
O Partido dos Trabalhadores (PT) denunciou o problema no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-MG), que determinou a liberação dos veículos e pediu a prisão do secretário Pablo Souza. A decisão também impôs uma multa de R$ 1 milhão por hora com o descumprimento da medida judicial.
Ao votar, Bruno Reis minimizou os problemas e afirmou que a prefeitura oferece ônibus gratuito nas eleições de forma espontânea, antes de ter decisões judiciais sobre o tema. “A gente já colocava transporte gratuito nas eleições”, disse.
“Teve alguns problemas operacionais na garagem, também problemas de mobilizações políticas na hora dos ônibus, atrasou um pouco. A frota está ai a disposição, rodando, vai transportar o eleitor gratuitamente. A gente sempre fez isso, falo com tranquilidade, mesmo quando não havia uma lei que estabelecia o transporte gratuito nos dias da eleição”, afirmou.
“Sacanas”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou na parte da tarde e afirmou que eleitores estavam sendo prejudicados por “prefeitos sacanas”. O candidato à reeleição pediu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prorrogue o pleito.
Lula ainda enviou um recado para os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, presidente e vice do TSE, afirmando que eles devem garantir que os eleitores prejudicados tenham a chance de votar. “Ninguém pode desistir de votar porque um empresário sacana, um prefeito bandido, tentou evitar que o povo vote”, emendou.
“Que o povo não desista de votar, estamos entrando com um pedido para que a Suprema Corte Eleitoral possa prorrogar o processo eleitoral para que as pessoas que foram impedidas de votar por sacanagem de prefeito, compareçam para votar. Depois das eleições, o próximo passo é pedir prisão desses prefeitos por crime eleitoral. Não é possível em pleno século 21, ter prefeitos tentando coibir o povo de exercer o seu livre direito de votar”, completou.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



