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MDB oficializa nomes ao Senado e declara neutralidade, em Minas, na corrida presidencial

Foram anunciados na disputa o vice-prefeito de Muriaé, na Zona da Mata, Manoel Carvalho, e o presidente do MDB AFRO, Arcanjo Pimenta

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Edson Costa / Itatiaia

O MDB Minas oficializou nesta quinta-feira (13) os dois nomes que vão concorrer ao Senado na chapa estadual. Foram anunciados na disputa o vice-prefeito de Muriaé, na Zona da Mata, Manoel Carvalho, e o presidente do MDB AFRO, Arcanjo Pimenta.

No plano de governo do partido, onde são anexadas as propostas dos senadores, há destaque para limitação do período de permanência no cargo aos ministros do STF, com candidatos sugerindo que magistrados ocupem a cadeira no máximo por 12 anos na Suprema Corte.

A composição do MDB ainda conta com Kelvin Faria e Ivanise Castro na primeira chapa e suplentes, e com Placidino Stábile e Nena Marquese na segunda chapa.

Na cabeça de chapa ao governo de Minas, disputam Gabriel Azevedo para governador, e a vereadora de Montes Claros, Maria Helena.

O presidente do MDB em Minas Gerais, deputado federal Newton Cardoso Júnior, explicou que a chapa é diversa e com capilaridade em todo o estado, ressaltando a presença de mulheres.

“Vocês vão enxergar a maior diversidade de escolha de nomes, a maior representatividade de nomes de todo o estado de Minas Gerais, todos os sotaques se reúnem na candidatura do Gabriel Azevedo. E destaco que esse movimento permitiu também algo que está consolidado com os registros de candidatura que nós entregamos ao TRE ao longo desses dias, e hoje a gente termina de entregar: nós teremos 54 nomes de candidatos, homens e mulheres, para deputados federais e deputadas federais”, pontuou.

“O mais incrível é que nós apenas precisaríamos colocar 17 nomes de mulheres, se for seguir à risca a regra da lei. Mas nós identificamos também que o MDB, nessa construção partidária ao longo desses dias, conseguiu reunir um número muito maior de mulheres competentes com voto, com dedicação, com viabilidade eleitoral, então eu não pude fazer simplesmente cumprir uma regra, eu fiz o papel que é o nosso papel, de dar o espaço a quem merece, a quem tem competência, então nós temos mais mulheres do que a gente precisa”, afirmou em coletiva de imprensa.

Pautas rurais, STF e luta racial

Manuel Carvalho, em sua primeira fala após a oficialização do partido, afirmou que, se eleito, quer propor a discussão do tempo de permanência de ministros do STF no cargo, além de rever o programa de pagamento de dívidas de Minas, e atender demandas do agro.

"Gostaria de propor, através do Senado, juntamente com o Gabriel, ações mais concretas, unindo as empresas estatais, Emater, a própria Embrapa e Epamig, através de uma integração de um serviço mais bem feito, em benefício da pesquisa, da aplicação, da assistência técnica. O Propag tem que ser discutido, o que o estado deve. Nós vamos falar mais durante a campanha a respeito das reformas que a gente propõe ao STF, a respeito do mandato dos ministros do STF. Eu acho que você prolongar a presença do ministro até 75 anos no Brasil é um exagero. Acho que nós temos que discutir isso. O modelo alemão, por exemplo, limita o mandato de 12 anos", afirmou Carvalho.

Já Arcanjo Pimenta, com longa trajetória nas discussões sobre pautas raciais no partido, diz representar a população negra na chapa, e ressaltar ser o único candidato negro ao Senado em Minas.

"A importância de hoje, essa luta negra que eu tenho desde o meu nascedouro, sou militante do movimento negro, a maioria aí me conhece, por estar em todos os movimentos negros aí do Brasil, hoje eu represento o único candidato a Senado de Minas Gerais negro. Então isso é um passo para nós que somos negros muito grande, somos 54% da população e temos que ser representados. Então é importante essa minha candidatura nesse sentido, que eu quero representar essa sociedade negra que vive no racismo estrutural. Então, eu estou aqui para representar a comunidade negra, estou aqui para representar o meu partido”, declarou.

MDB em Minas é neutro sobre presidente no primeiro turno

A sigla, que não tem candidatura própria ao Planalto, definiu que o partido deve se manter neutro em âmbito nacional na disputa pela presidência da república. Entretanto, liberou diretórios estaduais para deliberar sobre a escolha de algum lado. Entretanto, em Minas, o presidente do partido afirmou que a legenda vai seguir a postura da executiva nacional e não declarar apoio a ninguém na disputa pelo Palácio do Planalto.

"A neutralidade já foi uma posição que nós deixamos claro desde o início, e essa neutralidade não quer dizer estar em cima do muro, quer dizer que das candidaturas que estão colocadas aí hoje, especialmente na extrema-esquerda e extrema-direita, nenhuma delas representa o interesse do povo mineiro. Então, nós vamos levar essa mensagem de que a gente precisa discutir Minas aqui em Minas Gerais, a gente precisa discutir Minas Gerais sem gabinete em Brasília, tendo interferência como aconteceu recentemente na semana passada durante o processo de alguns partidos aí, o MDB em Minas tem total autonomia, e portanto essa escolha também nós vamos levar para o povo mineiro", respondeu à Itatiaia.

Questionado sobre o segundo turno, o presidente preferiu deixar em aberto à possibilidade de apoio a algum candidato.

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Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.

 

 

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