Lula repudia caso de vereadora agredida durante ato em Montes Claros: 'Não precisam brigar'
Agressão ocorreu na avenida Sanitária, onde manifestantes participavam do ato eleitoral em apoio à reeleição do presidente

“Um grupo de pessoas bolsonaristas que estava bebendo num bar atacou a vereadora com um tijolo na cara, que fraturou o nariz dela”, lamentou Lula após votar na manhã deste domingo (25), na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
“É uma demonstração do que está em jogo nesse país. De um lado, aqueles que querem democracia, educação, saúde, crescimento econômico, emprego de qualidade, viver com decência, dignidade e respeito de forma harmônica, respeitando os que pensam diferente, porque a coisa mais sagrada na democracia é a convivência democrática na diversidade”, destacou Lula.
“Os vizinhos não precisam torcer pro mesmo time, mas não precisam brigar. Os vizinhos não precisam ter o mesmo candidato, mas também não precisam brigar. Os vizinhos não precisam gostar da mesma religião, mas também não precisam brigar. Se cada um aprender a respeitar o direito dos outros, a fé dos outros, o time dos outros e o partido dos outros, a gente exerce a democracia na sua plenitude”, afirmou.
Agressão à vereadora
A agressão ocorreu na avenida Sanitária, onde manifestantes participavam do ato eleitoral. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um grupo de homens, alguns vestidos de verde e amarelo, arremessando pedras, garrafas e outros objetos contra pessoas que estavam em um carro de som.
Em outras imagens, Iara aparece com o rosto ensanguentado e sendo amparada por aliados. A vereadora precisou ser carregada do veículo até uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
"A violência política é uma ameaça à democracia e não pode ser naturalizada", diz nota da assessoria da parlamentar. "É inadmissível que pessoas sejam agredidas por expressarem suas posições políticas. Nenhuma divergência justifica a violência", completa.
O vereador Daniel Dias (PC do B) afirmou que o ataque aconteceu após uma negociação para que o caminhão de som pudesse passar por um trecho da avenida que era ocupado por uma manifestação de apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL).
"Pedimos passagem com diálogo, mas fomos respondidos com covardia e agressões no chão e no caminhão", destacou o político.
O deputado federal Paulo Guedes (PT), garantiu que repudiou a ocorrência e afirmou que as agressões passaram de todos os limites do respeito e da convivência política.
"Repudio veementemente esses atos de intolerância e cobro a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização dos envolvidos", disse.
André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.



