Flávio Bolsonaro promete ‘tesouraço’ em ministérios, portarias e impostos
Senador e candidato do PL à presidência da República foi o primeiro postulante ao Planalto entrevistado pela Itatiaia nas eleições 2026

O candidato à presidência da República pelo Partido Liberal (PL), senador Flávio Bolsonaro, promete realizar uma série de cortes em gastos públicos caso seja eleito nas urnas em outubro. Em entrevista exclusiva à Itatiaia, nesta terça-feira (18), o parlamentar explicou como será o seu chamado “tesouraço”.
Com cortes em ministérios, revogação de portarias e redução de impostos, Flávio promete enxugar a máquina pública e disse se inspirar no pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para promover uma revisão em cargos comissionados no Executivo.
“Esse tesouraço eu vou fazer com muita com muita vontade, porque foi como o presidente Bolsonaro começou o seu governo. Logo no início do governo Bolsonaro ele cortou em uma só canetada 20 mil cargos em comissão. Você sabe quantos cargos em comissão o Lula já criou durante seu governo? 22 mil. Então nós vamos meter um tesouraço nesses cargos em comissão”, explicou.
O filho mais velho do ex-presidente explicou que sua equipe possui um economista específico apenas para revisar as normatizações criadas no governo Lula que, segundo ele, já passam de mil portarias que estariam criando “burocracia” desnecessária. O candidato também fala em cortar impostos, como o de exportação de petróleo criado para segurar a commodity no Brasil em meio a crise no Estreito de Hormuz.
“Foi algo como que a Argentina fez com o esquerdista Nestor Kirchner, quando ele criou o imposto de exportação das carnes. O que aconteceu? As pessoas pararam de produzir carne na Argentina, começou a ter desabastecimento, a carne ficou cara, trouxe inflação e faltou na prateleira. E o Lula fez a mesma coisa aqui, encarece o combustível, não resolve o problema, não protege o cidadão que vai na bomba, abastecer o seu carro”, emendou.
Ministérios e IA
Flávio também prometeu cortar os 39 ministérios de Lula, reduzindo esse número para algo próximo de 23, como foi durante o governo do pai. Ele afirma que algumas pastas, como da Integração e Desenvolvimento Regional e a das Cidades, possam ser unificadas em uma só. “É possível enxugar os ministérios”, disse.
Por fim, ele defendeu o uso de Inteligência Artificial para revisar a máquina pública e tornar o governo mais eficiente. “Qualquer centavo de dinheiro público vai ser fiscalizado em tempo real com transparência para evitar desperdício, então desde a água que o poder público compra até as grandes licitações”, completou.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.





