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Flávio Bolsonaro: ‘O maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula’

Senador deu essa declaração durante entrevista para a Rede Globo e explicou suas propostas visando a queda na taxa de juros em seu eventual governo; corte de gastos e novas receitas foram apontados pelo candidato com alternativas

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Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL. • Charles Vieira / Reprodução.

O candidato do PL à presidência, senador Flávio Bolsonaro criticou a gestão de seu adversário no segundo turno das eleições, Luiz Inácio Lula da Silva: “o maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula”. Flávio disse a frase durante entrevista para a TV Globo nesta sexta-feira (16) nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro.

 

As primeiras perguntas feitas pela jornalista Renata Lo Prete foram a respeito das propostas do candidato do PL para a diminuição da taxa de juros no Brasil, que hoje é de 13,75%. O senador primeiro fez questão de mencionar que estão circulando fake news sobre as políticas adotadas em um eventual governo, afirmando que Lula vem fazendo “terrorismo” com falas que amedrontam servidores públicos.

 

Depois disso, o candidato falou sobre a promessa em seu plano de governo, que prevê um corte de R$200 bilhões nos cofres públicos. Renata afirma ao candidato que esse número só pode ser alcançado se ele alterar dois grandes núcleos da despesa pública: desvinculação do salário mínimo das aposentadorias (elas seriam corrigidas apenas pela inflação) e o piso da saúde e educação.

 

Na resposta, Flávio explica que não irá alterar os núcleos citados, mas que o corte virá por meio do combate à corrupção e a boa gestão de empresas estatais, fazendo com que elas gerem lucro ao invés de déficit aos cofres. Outro exemplo de corte foi nos ministérios, já que Flávio afirmou que cortará pelo menos dez dos trinta e nove existentes na administração atual. A última proposta do candidato citou os mais de trinta mil imóveis abandonados no país, sugerindo criar um fundo para gerir e usá-los para amortizar a dívida. 

 

Sobre novas receitas, o senador citou a exploração de petróleo na margem equatorial brasileira, que se estende do Amapá até o Rio Grande do Norte, como uma alternativa a ser tirada do papel. Renata, ao fim da explicação de Flávio, expôs ao público que, segundo a Petrobras, a região só pode ser explorada após longo processo de viabilização que só será concluído a partir de 2033.

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Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Atuou em assessoria de imprensa no Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais (MPT-MG) e no setor de apuração da TV Alterosa. Cobre as eleições de 2026 para a Itatiaia.

 

 

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