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Flávio Bolsonaro busca ser o segundo da família a chegar ao Planalto

O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai para a votação final do pleito neste domingo (25), liderando numericamente as pesquisas de intenção de voto após uma vitória no início de outubro

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O senador Flávio Bolsonaro na Barra da Tijuca
O senador Flávio Bolsonaro na Barra da Tijuca • TERCIO TEIXEIRA / AFP

Favorito na disputa pela presidência da República neste segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta ser o segundo membro da família a chegar ao Palácio do Planalto. O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai para a votação final do pleito neste domingo (25), liderando numericamente as pesquisas de intenção de voto após uma vitória surpreendente no início de outubro.

Antes do primeiro turno, os levantamentos já apontavam uma disputa acirrada com empates técnicos, mas com vantagem de Lula na primeira rodada de votação. No dia 4, Flávio venceu a disputa com 47,03% dos votos válidos, cerca de 56,1 milhões de eleitores que optaram por apertar 22 nas urnas. O senador, inclusive, teve mais votos que o pai em 2022 - 51 milhões.

Por sua vez, Lula teve 45,16% dos votos válidos, cerca de 53,8 milhões de eleitores. A diferença entre os dois candidatos é de cerca de 2,2 milhões, a menor desde que os brasileiros voltaram a escolher o presidente da República em 1989, no primeiro pleito da redemocratização do país.

Para concretizar o feito, Flávio conta com um histórico favorável das eleições: nunca houve uma virada entre primeiro e segundo turno. Ainda há cerca de 48,2 milhões de votos em disputa, considerando os eleitores dos candidatos de terceira via, brancos e nulos, e o número recorde de 33,2 milhões de ausentes na primeira rodada de votação (21% do eleitorado).

Flávio defende mudança

Durante sua campanha, o senador adotou um discurso de mudança de rota, criticando a política econômica do Planalto e a gestão da segurança pública, pauta sensível para os governos petistas principalmente no Nordeste, reduto eleitoral da esquerda.

Nesse sábado, último dia de campanha com os eleitores nas ruas, Flávio Bolsonaro passou por Belo Horizonte. Na capital mineira, o parlamentar realizou o ato que ficou conhecido na campanha como "bloco do 22", ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o mais votado da história do país, e do governador eleito em primeiro turno Cleitinho Azevedo (Republicanos). A diferença entre Flávio e Lula na cidade foi de menos de 100 mil votos.

Na tarde, ele encerrou sua campanha na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O senador retornou ao seu reduto eleitoral para repetir o gesto da véspera do primeiro turno, quando também finalizou sua jornada na cidade. “O Brasil não está mais dividido entre esquerda e direita, está todo mundo unido pela mudança. Mas por que mudança? Porque são mais de 11,5 mil obras inacabadas, violência, o Brasil cansou de esperar”, disse.

O que dizem as pesquisas?

As pesquisas de véspera divulgadas nesse sábado corroboram o cenário de disputa apertada entre os dois candidatos. O instituto Datafolha aponta para uma vitória de Flávio com 51% dos votos válidos, ante 49% de Lula. Considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais (p.p), para mais ou para menos, o levantamento mostra um empate técnico.

Já a Quaest mostra os mesmos percentuais: Flávio com 51% dos válidos, e Lula com 49%, em empate técnico com a margem de erro de 2 p.p. Ambos os institutos foram a campo entre os dias 23 e 24 de outubro, com nível de confiança de 95%.

Quem é Flávio Bolsonaro?

Nascido em 30 de abril de 1981, em Resende, no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro é advogado, ex-deputado estadual e atual senador pelo Rio de Janeiro. Aos 45 anos, ele disputa pela primeira vez a Presidência da República com o deputado federal alagoano Alfredo Gaspar (PL), de 56 anos, como candidato a vice-presidente.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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