Falta de luz afeta a votação? Entenda como a urna eletrônica funciona sem energia elétrica
Aparelhos contam com bateria de até 12 horas de autonomia, e a Justiça Eleitoral prevê planos de contingência e até uso de cédulas em casos extremos

Belo Horizonte registra temporal de granizo neste domingo (25), durante o 2º turno das Eleições 2026. Várias regiões da capital mineira têm falta de luz e, afinal, se a energia elétrica acabar tem como a votação continuar?
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as urnas eletrônicas têm bateria interna e podem funcionar. Como a votação nas eleições de 2026 é das 8h às 17h, a capacidade da bateria, que é de até 12 horas, é superior ao período previsto para o funcionamento das seções eleitorais.
Contudo, ainda segundo o órgão, se faltar energia elétrica durante a votação, o presidente da seção tem que avisar imediatamente o Cartório Eleitoral e continuar a votação normalmente. O incidente também deve ser registrado em ata, com o horário exato do início e do fim de luz, a orientação recebida e o procedimento adotado.
E se o equipamento apresentar defeito?
A falta de energia elétrica não é o único cenário previsto nos protocolos de segurança do TSE. Caso a urna apresente falha técnica durante o dia, a Justiça Eleitoral adota procedimentos padronizados de contingência para resolver o problema sem interromper a votação:
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Reinício do sistema: a primeira tentativa consiste em reiniciar o equipamento.
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Troca do equipamento ou da mídia: se a falha persistir, técnicos realizam a substituição da urna por um aparelho de reserva (urna de contingência) ou trocam o cartão de memória (mídia de votação).
Os votos já registrados correm risco de serem perdidos?
Não. A substituição do equipamento é feita para assegurar a integridade dos dados já gravados. Os votos ficam armazenados nos componentes internos de memória. Quando uma urna defeituosa é trocada, a mídia de votação é transferida para o novo aparelho, que retoma a votação exatamente do ponto em que parou.
Nas situações em que o próprio cartão de memória apresenta defeito, utiliza-se uma mídia de contingência. O cartão original danificado é lacrado e encaminhado para auditoria posterior da Justiça Eleitoral, permitindo que a seção siga funcionando.
A votação em papel ainda pode acontecer?
O uso de cédulas de papel é mantido como o último recurso da Justiça Eleitoral, acionado apenas quando todas as alternativas eletrônicas (troca de urna ou de mídia) forem esgotadas.
Nesses casos excepcionais, a votação passa a ser manual (total ou mista). Caso alguns eleitores já tenham votado na urna antes da pane, os dados gravados eletronicamente são recuperados pela junta eleitoral e somados às cédulas de papel ao final da apuração.
Alex Araújo é formado em Jornalismo e Relações Públicas pelo UniBH e tem pós-graduação em Comunicação e Gestão Empresarial pela PUC Minas. Trabalhou em agência de publicidade, assessoria de imprensa, universidade, jornal Hoje em Dia e portal G1, onde permaneceu por quase 15 anos.



