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PF, Banco Central e Febraban prometem reforço na vigilância contra compra de votos no segundo turno

Dentre as medidas, está a necessidade de que saques de pessoas físicas e jurídicas acima de R$ 50 mil sejam comunicados com três dias de antecedência às instituições financeiras

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Dinheiro apreendido pela Polícia Federal • Divulgação | Polícia Civil

A Polícia Federal (PF), o Banco Central (PF) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgaram uma nota conjunta nesta segunda-feira (14) em que se comprometem a reforçar a vigilância sobre saques em dinheiro para impedir a compra de votos durante o segundo turno das eleições municipais, que acontecerá em 27 de outubro.

As instituições afirmam que a medida se dá em razão das apreensões "de montantes vultosos" por suspeita de compra de votos no período anterior ao primeiro turno, realizado em 6 de outubro.

"Todas essas movimentações continuarão a ser obrigatoriamente objeto de comunicação prévia dos bancos às autoridades competentes", diz o texto.

No primeiro turno, o Ministério da Justiça contabilizou 498 ocorrências de compra de votos em todo o país. As forças de segurança também apreenderam R$ 638.654 em dinheiro.

Leia a íntegra da nota:

"Considerando eventos recentes, amplamente divulgados, envolvendo apreensões de montantes vultosos de numerários em espécie, por suspeita de compra de votos em período que antecedeu o primeiro turno das eleições deste ano, a Polícia Federal, o Banco Central (BC) e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) vêm a público reafirmar que todos os procedimentos de controle e segurança para prevenção e repressão de qualquer prática ilícita de saques de dinheiro estão e seguirão sendo adotados.

Nesse sentido, a Polícia Federal, o BC e os bancos intensificarão suas ações de permanente vigilância para prevenir e reprimir qualquer utilização ilícita de saque, notadamente no segundo turno das eleições, no próximo dia 27 de outubro.

O sistema financeiro brasileiro é um dos mais modernos e inovadores do mundo, sendo inclusive, exemplo internacional. Dezenas de milhões de pessoas em todas as regiões do País realizam seus pagamentos e acessam produtos e serviços bancários. Temos um setor bancário adequadamente regulado e em consonância com as melhores práticas internacionais, incluindo os aspectos relativos à prevenção à lavagem de dinheiro.

Conforme normativos vigentes, saques de pessoas físicas e jurídicas em agências bancárias acima de R$ 50 mil necessitam de comunicação prévia e formal do cliente, com 72 horas de antecedência, bem como identificação de todas as características da transação do saque, como, por exemplo, a finalidade a que se destina. Todas essas movimentações continuarão a ser obrigatoriamente objeto de comunicação prévia dos bancos às autoridades competentes."

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.