Gabriel Azevedo mantém esperança por segundo turno e tem vice como 'amuleto'
Candidato a vice da chapa, Paulo Brant era também vice de Romeu Zema, que venceu em 2018 após arrancada na reta final

O candidato à Prefeitura de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), ainda alimenta esperanças de chegar ao segundo turno das eleições municipais. Em agenda nesta quarta-feira (18) na sede do Sindicato da Indústria da Construção Pesada (Sicepot), ele disse ter em sua chapa um "amuleto" que pode servir de exemplo para uma possível arrancada na reta final.
O vice da chapa de Gabriel é Paulo Brant (PSB) que, em 2018, era vice de Romeu Zema (Novo). Os dois ocupavam posições baixas nas primeiras pesquisas à época mas, nas últimas semanas, arrancaram, foram para o segundo turno contra Antônio Anastasia (PSDB) e venceram.
Na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (18), Gabriel aparece na sétima colocação, com 2% das intenções de voto. O candidato acredita que o cenário em BH pode mudar, novamente com Brant.
"Eu estou do lado de um amuleto, mais do que um vice. Nessa altura da campanha do Paulo Brant, em 2018, ele estava com 3%. E naquela época, 40% de pessoas estavam indecisas. Hoje tem ainda 60% de pessoas indecisas. A minha rejeição é menor. Se eu fosse senador, conhecidíssimo das pessoas, e tivesse a maior rejeição, aí eu estaria preocupado. Não é o meu caso. Eu sou desconhecido de 60% do público porque a população de Belo Horizonte ainda está offline em relação à campanha", disse, em alusão ao senador Carlos Viana, citado como o candidato mais rejeitado conforme o levantamento.
Além de Viana, Gabriel ainda citou pontos negativos das campanhas de Mauro Tramonte (Republicanos), Fuad Noman (PSD), Bruno Engler (PL), Duda Salabert (PDT), e Rogério Correia (PT), candidatos que estão à frente dele na pesquisa.
“Quando eu digo que o atual prefeito recebe dinheiro de empresários de ônibus para fazer a campanha, eu estou alertando as pessoas que, além do fato de que o próprio prefeito, o próximo prefeito, fará o contrato de ônibus, tem alguém aí que pode atender os seus amigos e não o interesse do povo. Se essa cidade ficar dependendo de quem quer fazer dela eternamente um ringue de Lula e Bolsonaro, a gente perde energia para brigar com os problemas de Belo Horizonte", afirmou em referência a Fuad, Engler e Rogério.
Gabriel continuou:
Construção Pesada
Na agenda com os representantes da construção pesada, Gabriel disse que precisa da categoria para projetos ousados que tem para a cidade. O candidato já disse que pretende ‘jogar abaixo’ o Complexo da Lagoinha e tem projetos para a implementação do VLT nas avenidas Afonso Pena e Padre Eustáquio. No encontro, ele disse que grandes obras movimentam o mercado de trabalho e podem ajudar, inclusive, pessoas que vivem em situação de rua, muitas delas, segundo o candidato, que são trabalhadores da construção civil.
À imprensa, Gabriel citou o início das obras do metrô e disse que a prefeitura já deveria ter elaborado projetos de moradia no entorno.
"O governo do Estado iniciou a obra do metrô. E isso merece celebração. Qual é o papel da prefeitura nessa hora? Existirão sete novas estações na direção do Barreiro. Se nós analisarmos com cuidado o entorno dessas estações de metrô, nós veremos pavimentos baixos, um ou dois andares. Em qualquer lugar do planeta, a estação de um metrô é rodeada de alta densidade. Muita gente morando. Porque a partir do momento que você vive num prédio residencial na porta de um metrô, você tem a liberdade de não precisar do carro para ir trabalhar", explicou.
Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.


