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Fuad critica cadeirada de Datena em Marçal e acredita que debate em BH não chegará ao mesmo nível

Em agenda com escolas de samba, prefeito de Belo Horizonte e candidato à reeleição chama episódio de agressão de ‘absurdo’

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Prefeito de Belo Horizonte e candidato à reeleição Fuad Noman (PSD) em encontro com escolas de samba da capital • Reprodução Instagram/Fuad Noman

O atual prefeito de Belo Horizonte e candidato à reeleição, Fuad Noman (PSD), chamou de “absurdo” o episódio da cadeirada dada pelo candidato à prefeitura de São Paulo, Datena (PSDB), no adversário Pablo Marçal (PRTB), ocorrido no debate promovido pela TV Cultura neste domingo (16). Segundo ele, a política não é lugar para eventos como o que aconteceu na capital paulista.

“Nós temos que lamentar, porque isso não é política. Política é discussão de ideias, política é debate, política é diálogo, não é a cadeirada”, afirmou, durante agenda com escolas de samba no centro de BH nesta segunda-feira (16).

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O prefeito ainda disse acreditar que o debate em Belo Horizonte não chegará ao mesmo nível porque a capital mineira conta com um perfil diferente de candidatos. “Eu não acredito que em Belo Horizonte nós vamos chegar a isso, porque nós não temos pessoas como tem lá em São Paulo. Acho que o debate acontecerá naturalmente”, afirmou.

Agenda com escolas de samba

O encontro com representantes do samba e da cultura de Belo Horizonte aconteceu nesta segunda-feira em um restaurante no centro da capital. No evento, Fuad Noman disse que ouviu as demandas do setor para fortalecer o Carnaval de BH.

“Eu ouvi aqui coisas importantes, por exemplo, eles se sentem um pouco escondidos, eles gostariam de ter mais protagonismo na cidade, precisam de algum apoio físico, algum apoio de local para guardar material, algum apoio para ter condições de ensaiar de forma mais adequada. Então, o meu compromisso com eles daqui para o próximo ano, caso eu seja eleito, é criar condições para que o samba de Belo Horizonte, e logicamente, as demais expressões culturais e musicais possam ter mais protagonismo”.

Uma das demandas foi a construção de um sambódromo na cidade. “A gente vai ter que estudar, eu acho um pouco mais difícil, porque Belo Horizonte, o carnaval é do povo, não é da prefeitura. Mas vamos estudar, vamos sentar, vamos discutir”, disse.

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Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.