Eleições: ‘Zema não cumpre obrigações com BH e um prefeito precisa de pulso para cobrar’, diz Rogério Correia
Pré-candidato à PBH quer cobrança maior sobre o governo de Minas e cita boa relação com Lula para garantir investimentos

Pré-candidato do PT à Prefeitura de Belo Horizonte, o deputado federal Rogério Correia, afirma que, caso eleito para o Executivo da capital mineira, fará mais cobranças ao governador Romeu Zema (Novo) e trabalhará contra privatizações defendidas pelo governo estadual.
Em entrevista à Itatiaia, Rogério Correia citou que o governador não tem cumprido com as obrigações com BH e que é preciso um prefeito com pulso para exigir mais do estado.
“O governador Zema tem suas obrigações com Belo Horizonte, aliás, que ele não cumpre. E terá que cumprir. O que for obrigação do estado, nós vamos exigir. Um prefeito tem que ter pulso, tem que saber o tamanho de BH. O prefeito quando senta naquela cadeira, tem que saber que está representando um pólo importantíssimo do país”, disse o pré-candidato.
“Minha relação com Zema será respeitosa e republicana, mas de exigência. A Copasa tem que trabalhar direito, a Cemig tem que trabalhar direito e não vamos permitir privatizações que atrapalhem a nossa capital. O governador Romeu Zema terá que dançar conforme aos desejos da população de BH e não conforme sua política, que muitas vezes é contrária aos desejos da cidade”, concluiu Correia.
O deputado afirmou que a boa relação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será fundamental para que ele, caso eleito prefeito, consiga mais investimentos para a cidade.
“Quando falamos de grandes obras em BH, por exemplo as obras de saneamento e do Anel Rodoviário, são obras que dependem do governo Lula, são bilhões de reais. Nós precisamos construir, não dois viadutos no Anel, mas oito viadutos. E isso depende do presidente Lula. Elas precisam estar no PAC. Então, a relação com o governo federal vai facilitar e pode contar bastante no processo eleitoral. Por que ter um prefeito em BH que vai brigar com as políticas implementadas pelo presidente Lula? A população não vai aceitar isso.
Rogério Correia citou divergências entre os governos petistas com a gestão Aécio Neves (PSDB), no governo de Minas, como exemplo que teria prejudicado BH e outras cidades mineiras. Aécio foi governador entre 2003 e 2010, mesmo período dos dois primeiros mandatos de Lula.
“Algumas pessoas nunca quiseram nada que o governo do presidente Lula trouxesse para Minas Gerais. Eu visitei escolas no Ceará, maravilhosas, dá até inveja, com piscinas, com tudo, escolas públicas construídas pelo governo Lula e que em Minas foram feitas uma ou outra no interior. Não havia vontade política dos governantes, especialmente do Aécio Neves. Ele nunca quis trazer para Belo Horizonte políticas públicas que viessem do governo Lula para Minas Gerais. Tanto é que, depois que ele perdeu as eleições para a Dilma, tentou e efetivou na prática uma política golpista, que acabou dando em Jair Bolsonaro. Tivemos governantes que, ao invés de jogar a favor, jogaram contra BH por muito tempo”, afirmou o petista.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.




