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Debate em SP tem Nunes alvo de Tabata e Boulos e ‘sintonia’ de Datena e Marçal sobre segurança

Deputados federais questionaram problemas na Saúde da capital paulista. Apresentador e empresário defenderam tecnologia no combate a crimes

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Da esquerda para direita: Pablo Marçal (PRTB), Tabata Amaral (PSB), Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Datena (PSDB) no estúdio da TV Globo, em São Paulo • Globo/Bob Paulino

O primeiro bloco do debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo (SP) promovido pela “TV Globo”, nesta quinta-feira (3), foi marcado por uma ‘dobradinha’ de Tabata Amaral (PSB) e Guilherme Boulos (PSOL) em críticas direcionadas ao atual prefeito e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB). O principal ponto foi as dificuldades de acesso à saúde na capital paulista. Além disso, o encontro marcou uma 'sintonia de ideias' entre os candidatos Datena (PSDB) e Pablo Marçal (PRTB) sobre segurança pública.

Boulos e Tabata versus Nunes

Depois de ser questionado sobre os problemas relacionados à população de rua e saúde, Nunes disse que Tabata não tem ajudado São Paulo como deputada federal.

"É muito fácil ficar criticando. Em 6 anos, não vimos você ajudando aqui [São Paulo] como deputada. Não adianta ficar só criticando, é preciso fazer." disse Ricardo Nunes.

"Você [telespectador] conhece essa São Paulo que Nunes descreve? Você está satisfeito? Eu não estou. Esse prefeito é pequeno demais.", rebateu Tabata.

Ainda sobre saúde, Boulos questionou a candidata do PSB sobre como ela avaliava a gestão de Nunes. "Foi uma gestão tão medíocre que a fila na saúde explodiu. Temos que usar dados e tecnologia para acabar com essas filas. Na minha gestão você vai saber qual é sua posição na fila. Temos que garantir que ninguém pode esperar um mês para um exame. Eu prometo que, se isso acontecer, vamos contratar no privado", afirmou Tabata.

Boulos disse que, se eleito, vai ter apoio do governo federal para criar o que chama de “Poupatempo da Saúde”. "O presidente Lula vai me apoiar para fazermos o Poupatempo da Saúde. Vão ser 16 unidades com centro de diagnóstico, com médicos especialistas. Os locais serão onde a fila está maior. Para que você possa ser atendido com a dignidade que merece", ressaltou o deputado federal.

Sintonia de Marçal e Datena

O primeiro bloco também foi marcado por uma ‘sintonia’ entre Pablo Marçal e Datena (candidatos que protagonizaram um episódio de agressão em outro debate). O tema: segurança pública.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou menos. Os números da nova pesquisa:

  • Guilherme Boulos (PSOL): 26% (eram 25%)
  • Ricardo Nunes (MDB): 24% (eram 27%)
  • Pablo Marçal (PRTB): 24% (eram 21%)
  • Tabata Amaral (PSB): 11% (eram 9%);
  • José Luiz Datena (PSDB): 4% (eram 6%;
  • Marina Helena (Novo): 2% (eram 2%)
  • Bebeto Haddad (DC): 0% (era 0%)
  • Ricardo Senese (UP): 0% (era 0%)
  • João Pimenta (PCO): 0% (era 0%)
  • Altino Prazeres (PSTU): 0% (Não foi citado na pesquisa anterior)

De acordo com o Datafolha, 3% dos eleitores paulistanos estão indecisos e outros 6% estão dispostos a não votar ou anular suas participações.

A pesquisa foi encomendada pela “TV Globo” e o jornal “Folha de S.Paulo”. Foram ouvidas 1.806 pessoas entre 1 e 3 de outubro. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada como SP-09329/2024.

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É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.