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Bebê engasgado e 157 prisões: veja como foi a atuação das polícias de SP nas eleições

Votações no primeiro turno terminaram sem ocorrências de gravidade em todo o estado de São Paulo

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Bebê engasgado é salvo por militares durante a votação  • SSP/SP

As polícias Militar e Civil atuaram desde as primeiras horas de domingo (6) para garantir a segurança durante as eleições nos mais de 1,4 mil locais de votação em todo o estado de São Paulo. A Polícia Militar esteve presente com 100% do seu efetivo e as delegacias permaneceram abertas com o reforço nas equipes. Um bebê que engasgou foi salvo por militares.

Até a noite de domingo (6), cerca de 157 pessoas foram detidas, 460 ocorrências cadastradas via 190 e 150 ocorrências apresentadas nos Distritos Policiais. Aproximadamente 140 ocorrências foram registradas por crimes eleitorais em todo o Estado.

Na capital paulista, ao todo, 12 pessoas foram presas por crimes eleitorais, seis na zona sul, quatro na zona oeste e dois na zona leste.

Um recém-nascido de 19 dias foi salvo por policiais militares que faziam a segurança no entorno de uma escola em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo, neste domingo (6). A mãe do bebê estava dentro da seção eleitoral quando a criança se engasgou com leite materno.

Uma mesária pediu ajuda aos PMs da Cavalaria e do 37° Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), que prontamente foram ao local. O soldado Vinícius de Souza foi o responsável por realizar a manobra de Heimlich no bebê. Ele conta que a criança estava desfalecida e ficando roxa, sendo necessário realizar a manobra duas vezes.

"Quando peguei aquela criança nos braços senti uma angústia muito grande, tive medo de não conseguir ajudá-la devido ao seu estado. Fiz a manobra a primeira vez e virei o menino para mim, vi que já estava voltando, mas não totalmente. Voltei a fazer a manobra e logo depois percebi que ele tinha voltado a respirar, foi um alívio", afirmou.

O soldado Vinícius revelou que quando ele e o cabo Rodrigo de Souza, ambos da Cavalaria, chegaram na sala, o bebê estava com um mesário e a mãe em um canto "totalmente desesperada". Conforme o policial, ele havia realizado a manobra apenas uma vez quando o sobrinho tinha 3 anos, mas foi diferente fazer em um recém-nascido.

"Depois entramos em contato com a mãe e ela confirmou que estava tudo bem e nos agradeceu. Foi um desespero na hora, mas também é uma sensação fantástica saber que o consegui ajudar aquele bebê", completou o policial.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.