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Defesa de Flávio Bolsonaro não consegue contato com senador em meio a especulações sobre fuga

Advogados deveriam receber os documentos nesta terça-feira (27), conforme determinação de Alexandre de Moraes; aliados dizem não ter notícias do senador em meio a especulações sobre possível fuga do país

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Brazil's right-wing presidential candidate Flavio Bolsonaro takes part in a presidential debate against incumbent President Luiz Inacio Lula da Silva ahead of the election runoff in Rio de Janeiro, Brazil, on October 23, 2026. (Photo by Pablo PORCIUNCULA / AFP) • AFP

Integrantes da equipe jurídica de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiram contato com o senador na manhã desta terça-feira (27), em meio a especulações sobre uma possível fuga do Brasil. O senador, derrotado nas eleições, havia combinado de receber os advogados nesta manhã para entregar os passaportes, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ordem não foi cumprida porque os advogados não conseguiram obter resposta de Flávio. O prazo para a entrega dos documentos à Polícia Federal terminou às 11h.

O desaparecimento do senador tem provocado incômodo entre aliados. Integrantes do Partido Liberal avaliam que as especulações sobre uma possível fuga do país prejudicam o bolsonarismo.

Políticos próximos a Flávio cobram que ele grave um vídeo ou publique uma nota para esclarecer a situação. Aliados relataram à CNN que tentaram contato com o senador após o início das especulações, mas afirmaram não ter notícias dele.

Flávio é investigado em três inquéritos no STF. Dois são conduzidos por Moraes e um, pelo ministro André Mendonça. Mesmo após a derrota eleitoral e cerca de três meses de deixar o cargo de senador, ele deve continuar sendo investigado pela Corte.

No caso Dark Horse, conduzido por Mendonça, o senador é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados ao financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).

Outra investigação, sob relatoria de Moraes, apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. Foi nesse inquérito que o ministro determinou, na segunda-feira (26), o cancelamento e a entrega dos passaportes do senador.

O terceiro inquérito também foi aberto por determinação de Moraes e investiga Flávio por suspeita de calúnia contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O caso envolve uma publicação que associava o presidente à imagem de Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela. A Polícia Federal concluiu que o senador cometeu o crime de calúnia contra Lula.

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