Defesa de Daniel Silveira contesta Moraes e aponta omissão do ministro: ‘Faltou isso, prezado’
Advogados questionam ordem de apreensão de arma do ex-deputado

A defesa de Daniel Silveira apresentou, na noite desta sexta-feira (17), uma manifestação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), onde contesta as acusações de descumprimento das condições de livramento condicional do ex-deputado, aponta omissões em ordens e reitera o pedido de concessão de indulto presidencial.
Os advogados questionam a ordem de devolução de uma arma de fogo de Daniel Silveira. No despacho contestado, o ministro havia determinado a apreensão do objeto sob alegação de que ele não teria cumprido a ordem de entrega.
A defesa, no entanto, argumenta que tal obrigação não estava prevista na decisão inicial que concedeu o livramento condicional em 20 de dezembro de 2024. Segundo o advogado Michael Robert Silva Pinheiro, a determinação explícita para entrega da arma só foi emitida em 15 de janeiro e cumprida dentro do prazo estipulado.
A manifestação também aponta que a decisão inicial, embora previsse a proibição de posse e porte de armas, não mencionava a necessidade de entrega de objetos já registrados. A defesa alega que a omissão na decisão original não pode ser imputada a Silveira como descumprimento.
“Nesse diapasão, é um absurdo acusar o requerente de descumprimento de medida se o próprio ministro relator não cumpriu a sua obrigação legal, que era a mesma imposta na decisão que determinou a entrega da arma: dar a ordem. Faltou isso, prezado”, diz a defesa.
É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.



