Defesa de Carla Zambelli apresenta à CCJ pedido para manter mandato da parlamentar
O advogado Fabio Pagnozzi disse que o sentimento da parlamentar hoje é de 'desapontamento' com o Supremo Tribunal Federal

A defesa de Carla Zambelli apresentou documento de defesa escrita da deputada à Comisão de Constituição de Justiça da Câmara nesta quarta-feira (2). A ideia é manter o mandato dela.
Zambelli está foragida na Itália após ser condenada no Brasil a 10 anos de prisão por invasão ao sistema do CNJ.
O líder PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante, conversou com a imprensa, juntamente com o advogado de Zambelli, Fabio Pagnozzi e outros parlamentares, para reforçar o apoio da sigla à deputada.
Carla Zambelli é considerada foragida desde de maio, quando foi condenada a 10 anos de prisão. Ela corre o risco também de perder o mandato na Câmara dos Deputados, além de ter sido designada para pagar uma indenização de R$ 2 milhões por invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Zambelli e o hacker Walter Delgatti foram responsáveis por elaborar e inserir diversos documentos falsos no sistema do CNJ. Entre eles, estava um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes, redigido como se tivesse sido assinado pelo próprio magistrado. O documento foi inserido no Banco Nacional de Mandados de Prisão, vinculado ao CNJ.
Zambelli deixou o país antes da conclusão do julgamento de todos os recursos contra sua condenação, chegou a recorrer da decisão, mas foi derrotada por unanimidade em julgamento da Primeira Turma da Suprema Corte.
Diante dos fatos, o coronel da reserva da Polícia Militar Antonio Aginaldo de Oliveira (PL), marido de Carla, até então secretário de Segurança Pública da cidade, foi exonerado do cargo na Prefeitura de Caucaia, interior do Ceará, na última segunda-feira (30). A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União do município e é assinada pelo prefeito, Naumi Amorim (PSD). Ela veio a pedido do próprio coronel.
Em tempo, após a apresentação da defesa, o relator terá cinco sessões para apresentar um parecer. Pelos prazos regimentais, o processo pode ficar apenas para agosto, após o recesso parlamentar. Após a votação, o caso segue para o plenário da Câmara dos Deputados.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.



