Cid ficará frente a frente com ex-assessor de Bolsonaro para esclarecer contradições
Ministro Alexandre Moraes, do STF, autorizou acareação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (6) a realização de uma acareação entre o ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL), Marcelo Câmara, e o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente.
- A declaração de Cid apontando que Câmara teria acessado e manipulado minutas golpistas que supostamente foram apresentadas durante reuniões no Palácio da Alvorada;
- A afirmação de Cid de que Câmara realizou o monitoramento contínuo de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin;
- Falas de Cid sobre o conhecimento de Câmara em relação aos motivos para realizar o monitoramento das autoridades e a sua ligação com o kid preto Rafael Martins de Oliveira.
Câmara é réu no núcleo 2 do inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. Já Mauro Cid é delator do processo e integra o núcleo 1 da denúncia.
O ex-assessor de Bolsonaro está preso sob a suspeita de tentar obter ilegalmente informações sigilosas sobre a delação de Cid.
De acordo com a decisão de Moraes, Câmara deve comparecer de forma presencial na acareação e deve utilizar tornozeleira eletrônica. Além disso, o ex-assessor de Bolsonaro também está proibido de se comunicar com qualquer pessoa que não seja seu advogado.
Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.
Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.




