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Braço de investimento do Itaú prevê privatização da Copasa até abril

Otimista com a desestatização, o banco ainda ampliou o preço-alvo das ações da companhia mineira de R$ 43,20 para R$ 55,90

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Autorização para venda da estatal foi aprovada em definitivo pela Assembleia no fim do ano passado
Autorização para venda da estatal foi aprovada em definitivo pela Assembleia no fim do ano passado • Copasa/Divulgação

O Itaú BBA, braço de assessoria de investimentos do banco, ampliou o preço-alvo das ações da Copasa de R$ 43,20 por ação para R$ 55,90 frente à perspectiva de privatização da estatal mineira até abril deste ano. Otimista com a desestatização, o banco recomendou a compra de títulos da empresa aos investidores.

O Itaú BBA ainda afirma que o ano passado foi de “avanços importantes” para a empresa, que se beneficiou de melhorias regulatórias relevantes após a conclusão do reajuste tarifário, além da extensão do contrato com Belo Horizonte e conversas com outros municípios.

Privatização da Copasa

Aprovado no fim do ano passado pela Assembleia Legislativa, o PL 4.380/2025, que autoriza o estado de Minas Gerais a vender a Copasa, teve sua tramitação precedida por uma atribulada discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/2023, também de autoria de Zema, que derrubou a exigência de um referendo popular para autorizar a privatização da estatal.

A privatização da Copasa, bem como da Gasmig e da Cemig, já integrava a pauta do governo Zema desde o primeiro mandato, mas ganhou fôlego com a criação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

Com o projeto permitindo a privatização e federalização de ativos como forma de pagar a dívida com a União, vários projetos da pauta privatista do Executivo andaram na Assembleia após anos parados, incluindo os imóveis do estado.

O Propag prevê que estados refinanciem em 30 anos a dívida com a União e estabelece mecanismos para reduzir os juros cobrados sobre as parcelas.

O projeto do Executivo Estadual é ingressar no programa abatendo 20% do estoque devido. Para obter o valor necessário na amortização da dívida, o Executivo enviou projetos para federalizar ou privatizar estatais à Assembleia.

Hoje os juros são indexados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 4% ao ano. Se o estado conseguir amortizar 20% do estoque da dívida, dois pontos percentuais da cobrança adicional são abatidos.

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