'Até quando?': Zema sobe o tom e ataca vetos de Lula ao Propag
Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também fez duras críticas e classificou vetos de Lula como “inaceitáveis”

O governo federal quer que os estados paguem a conta de sua gastança. Com vetos ao Propag, o presidente Lula quer obrigar os mineiros a repassar R$ 5 bilhões a mais em 25/26, apesar do recorde de arrecadação federal: R$ 2,4 trilhões em 2024. É dinheiro para sustentar privilégios e mordomias
"O Propag foi sancionado, mas os vetos do presidente Lula deixam os Estados muito prejudicados. Parabenizo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, pelo esforço. Já o Governo Federal prefere se passar por bom samaritano, mas ao invés de cortar gastos joga a conta para os Estados", destacou Simões.
Os vetos também provocou indignação em integrantes na bancada mineira na Câmara dos Deputados. O deputado federal Pedro Aihara (PRD) criticou o veto do presidente Lula (PT) a uma emenda apresentada por ele no texto original do Programa de Pleno Pagamento dos Estados (Propag). O trecho vetado que gerou indignação em Aihara dizia respeito à possibilidade de os estados que têm dívidas com a União — Minas Gerais deve cerca de R$ 173 bilhões — utilizarem a prestação de serviços para abater parcelas do débito.
Aihara havia proposto essa emenda como uma forma de cooperação federativa, permitindo que o valor das atividades realizadas fosse previamente calculado e abatido dos passivos estaduais. A intenção era aliviar a situação fiscal dos estados sem comprometer investimentos em áreas essenciais.
Mais cedo, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), também fez críticas e classificou os vetos de Lula como "inaceitáveis".
“Recebemos com extrema preocupação e indignação os vetos do presidente @LulaOficial a trechos da lei que institui o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e beneficiavam o RS. Os vetos trazem um prejuízo inaceitável para o povo gaúcho, gerando uma perda de cerca de R$ 5 bilhões dos valores que deveriam ficar aqui para investimentos na reconstrução após as enchentes”, disse Leite.
O principal ponto criticado pelo governador gaúcho trata da criação de um fundo de equalização federativa para compensar os estados em boa situação fiscal. Segundo o governo federal, o objetivo é criar condições para o aumento da produtividade, enfrentamento das mudanças climáticas, melhoria da infraestrutura, segurança pública e educação, especialmente na formação profissional.
O presidente Lula sancionou com vetos, na segunda-feira (13), o projeto de lei que cria o programa de renegociação das dívidas dos Estados (Propag). O despacho consta na edição desta terça-feira (14) do Diário Oficial da União. O texto, de autoria de Rodrigo Pacheco, cria o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) para promover a revisão dos termos das dívidas dos estados e do Distrito Federal com a União.
A nova lei autoriza desconto nos juros, dá prazo de 30 anos para pagamento (360 parcelas), abre a possibilidade de os estados transferir ativos para a União como parte do pagamento e cria exigências de investimento em educação, formação profissional, saneamento, habitação, enfrentamento das mudanças climáticas, transporte e segurança pública como contrapartida.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.



