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Três mil atingidos por barragens acampam em Brasília e esperam encontro com Lula

Mobilização começa no próximo sábado (4)

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Às vésperas dos 8 anos da tragédia em Mariana, atingidos acampam em Brasília
Às vésperas dos 8 anos da tragédia em Mariana, atingidos acampam em Brasília  • Antônio Cruz/Agência Brasil

Cerca de três mil atingidos por barragens vão acampar em Brasília, a partir do próximo sábado (4). No domingo (5), o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, completa oito anos. A expectativa é que a Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PNAB) seja aprovada na próxima terça-feira (7) na Comissão de Infraestrutura do Senado e no plenário da casa. Os atingidos também aguardam um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os manifestantes planejam apresentar ao presidente uma proposta de cooperação entre governos e judiciários, integrando a discussão sobre a repactuação brasileira e o processo na justiça inglesa, segundo Joceli Andrioli, coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens. "Vamos fazer uma proposta de cooperação entre governos da Austrália, Reino Unido e Brasil Juntos podemos construir a uma experiência de reparação de máxima complexidade ambiental. Uma cooperação entre países, entre judiciários", explicou.

Apesar da previsão de assinatura do acordo no Brasil para o dia 05 de dezembro e a ameaça dos estados de sair da mesa (caso o prazo não seja cumprido), segundo Andrioli, este não é o melhor caminho. De acordo com ele, a pressa em assinar está relacionada a liberação de recursos para os estados antes das eleições municipais. "Não podemos ser reféns da política eleitoral", afirmou. Em Brasília, as lideranças já se reuniram com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

No sábado (4), os atingidos vão se instalar no Ginásio Nilson Nelson, onde realizarão plenárias e eventos. No domingo (5), haverá um ato, na Esplanada dos Ministérios, possivelmente na Catedral de Brasília, para relembrar o sofrimento e a injustiça provocados pelo rompimento da barragem de Fundão. Na segunda e na terça-feira, os atingidos vão se mobilizar para acompanhar a votação da política nacional e esperam ser recebidos pelo presidente Lula. O encontro ainda está sendo articulado. O rompimento da barragem de Fundão, matou 19 pessoas, destruiu vários comunidades, dentre elas Bento Rodrigues, e poluiu todo o Rio Doce atingindo o mar.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.