Ao STF, Mourão nega participação em supostas reuniões golpistas e acusa governo Lula pelo 8 de janeiro
Senador e ex-vice-presidente foi ouvido como testemunha na ação que tramita na Corte sobre a suposta tentativa de golpe de Estado

O senador e ex-vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), negou nesta sexta-feira (23) ter sido convidado para reuniões de teor golpista após as eleições de 2022 e afirmou ter ficado sabendo dos encontros pela imprensa.
Ele depôs à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) como testemunha de defesa do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno na ação penal sobre a suposta tentativa de golpe de Estado liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A audiência foi conduzida pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
A Corte ouviu ainda dois coronéis do Exército, Alex D’Alosso Minussi e Gustavo Suarez da Silva, que trabalharam em cargos de chefia no GSI da Presidência durante a gestão de Heleno.
Eles negaram que o então ministro discutisse questões políticas com seus subordinados e disseram ter havido uma “redução da influência” do general sobre Bolsonaro após a segunda metade do mandato.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



