ALMG aprova reajuste de 5,4% para servidores de Minas
Projeto aprovado com 49 voto, em segundo turno, recompõe os vencimentos do funcionalismo público de forma retroativa até janeiro deste ano.

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, nesta quinta-feira (26), o projeto de lei que reajusta o salário dos servidores do estado em 5,4%. O projeto enviado pelo Governo de Minas ao parlamento teve 49 votos favoráveis e nenhum contrário.
O texto aprovado em segundo turno recompõe os vencimentos do funcionalismo público de forma retroativa até janeiro deste ano.
Emendas que propunham a majoração do percentual de reajuste foram votadas separadamente e rejeitadas pelo plenário.
O projeto foi votado na forma de um substitutivo que inclui uma alteração proposta pelo governador Mateus Simões (PSD) alterando as competências do secretariado do Executivo. A medida retira funções da Casa Civil e as transfere para a Secretária-geral.
O movimento amplia os poderes do governador e foi considerado um jabuti, uma emenda que não está relacionada ao escopo original do projeto. Embora a oposição tenha criticado a medida, a necessidade de votar o texto antes do dia 3 de abril fez com que o texto fosse rapidamente aprovado. A lei eleitoral determina que projetos com reajuste salarial de servidores além da inflação não possam ser aprovados nos seis meses que antecedem o pleito.
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Na mesma sessão do plenário foram votados projetos que reajustam o salário de servidores de outros poderes. Os vencimentos dos funcionários do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foram reajustados em 5,53%, índice relativo à inflação entre maio de 2024 e abril de 2025.
Para os servidores da Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), o reajuste aprovado foi de 4,44% retroativo a fevereiro de 2026 e calculado a partir da inflação entre fevereiro de 2025 e janeiro deste ano.
O maior percentual de reajuste foi o dos servidores do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), que terão seus vencimentos majorados em 10,94%. O índice foi calculado a partir das perdas inflacionárias de 2014 e 2025, quando não houve a recomposição salarial. A medida é retroativa a janeiro deste ano.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.
