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A mensagem de Lula ao levar Lira e Pacheco para a ONU

Depois de 8 de janeiro, Lula tenta mostrar ao mundo que democracia brasileira está sólida

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A mensagem de Lula ao levar Lira e Pacheco para a ONU • Itatiaia

Além de promover um evento entitulado "Em defesa da democracia: lutando contra extremismos", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também planejou um recado simbólico para dizer ao mundo que a democracia brasileira está sólida.

Simbolismo

O petista convidou o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD), e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), para participarem do evento e para estarem com ele na entrevista coletiva de balanço, trasmitida pela Organização das Nações Unidas para o mundo inteiro.

Embora os dois não tenham dado declarações e nem feito agendas públicas, na última aparição de Lula na ONU, na entrevista coletiva, os dois estavam ao lado e foram citados pelo presidente como demonstração de que a democracia brasileira vai bem e há diálogo entre as instituições.

O presidente agradeceu os dois e falou abertamente sobre a mensagem que quis passar ao convidá-los. "Eu estou muito feliz nessa viagem porque, mais uma vez, eu pude contar com a presença do presidente do Senado e presidente da Câmara, que eu fiz questão de convidá-los, porque é muito importante a imagem que a gente possa passar para o mundo e para o Brasil, de que no Brasil a gente consegue exercer a democracia na sua plenitude, mesmo em situações adversas", declarou.

Governo minoritário

Lula também citou o fato de ter minoria no Congresso Nacional e mesmo assim conseguir aprovar pautas prioritárias para o governo. "Eu queria que os dois presidentes soubessem que a coisa mais extraordinária, quando eu converso com os outros países, é quando eu falo para eles que eu fui eleito de presidente da República com um partido que só tem 70 deputados de 513, que só tem 9 senadores de 81, e que a gente consegue votar as coisas com a maior tranquilidade, construindo a maioria em cada votação, discutindo com os partidos políticos, ou seja, fazendo da forma mais civilizada possível as coisas acontecerem", arrematou.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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