'A Câmara deu chance e o prefeito não fez nada', diz Gabriel sobre contrato com empresas de ônibus
Presidente da CMBH criticou prefeito Fuad Noman e diz que cidade não pode ficar refém de cartel

O presidente da Câmara Municipal de BH, vereador Gabriel Azevedo (sem partido) afirmou que o prefeito Fuad Noman (PSD) teve prazo de um ano para resolver o problema dos contratos das empresas de ônibus da capital mineira e “não fez nada”.
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O vereador defende que o contrato seja anulado e que a prefeitura assuma o serviço de transporte coletivo na cidade até que uma nova licitação seja feita.
“Sexta-feira passada o MP de Contas notificou a Câmara e a Prefeitura de BH, dizendo que este contrato é fruto de cartel e que, se em 30 dias o prefeito não cancelar o contrato, o presidente da Câmara pode fazê-lo”, explicou Gabriel.
Confira entrevista completa de Gabriel Azevedo:
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“Há um ano, a Câmara de BH deu uma chance ao prefeito, nós concedemos um subsídio de R$ 237 milhões com uma condição: prefeito, use o período para reformular o contrato e a tarifa. O que o prefeito fez? Nada. R$ 6,90 de passagem é assalto. O prefeito tem que decidir se vai ser cúmplice do crime ou não”, afirmou o presidente da CMBH.
Questionado sobre o que acontecerá no transporte da capital caso o contrato com as empresas de ônibus seja cancelado, Gabriel defendeu que a prefeitura assuma o serviço e lance um novo edital.
"Basta acompanhar o que fez o prefeito Eduardo Paes. A prefeitura de BH desperdiçou um ano, já era para ter dado início à anulação do contrato e colocado uma nova licitação na rua e partir para novos prestadores de serviço. No Rio de Janeiro, os empresários tentaram colocar a faca no Eduardo Paes, ele encampou o serviço temporariamente, colocou uma licitação na praça, sem facilitar a vida de quem quer fazer cartel”, disse o vereador.
A reportagem da Itatiaia procurou a prefeitura de BH e o Setra-BH para comentar as declarações de Gabriel e aguarda um posicionamento.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
