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Cobrança de pedágio entre BH e Confins é rejeitada da direita à esquerda na ALMG

Bella Gonçalves (PSOL) e Bruno Engler (PL) têm propostas para impedir a cobrança de tarifa entre a capital e o terminal na cidade vizinha

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Homem em surto burla segurança no Aeroporto de Confins e viaja sem passagem para Manaus • Daniel Mansur / BH Airport

A possibilidade de cobrança de pedágio entre Belo Horizonte e Confins, afetando o trajeto para o Aeroporto Internacional de BH, tem mobilizado deputados dos dois polos ideológicos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A deputada estadual Bella Gonçalves (PSOL) e o deputado estadual Bruno Engler (PL) apresentaram propostas legislativas distintas, porém com objetivos semelhantes. A ideia principal é proibir a instalação de pedágios em rodovias que conectam municípios dentro das regiões metropolitanas em Minas Gerais.

A mobilização acontece em um momento em que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) publicou um edital de concessão que prevê a instalação de pedágios no Vetor Norte da Grande BH, que vai abranger 123,4 quilômetros de rodovias que passam por 13 municípios, entre eles Confins.

PEC de Bella

Bella Gonçalves iniciou a coleta de assinaturas para uma Proposta de Emenda à Constituição que visa vedar a instalação de pedágios e a cobrança de tarifas em rodovias que ligam municípios de regiões metropolitanas do Estado.

A deputada argumenta que a Constituição Estadual prevê a criação de regiões metropolitanas para integrar municípios limítrofes, facilitando o livre trânsito de pessoas e melhorando a dinâmica entre as cidades.

A implementação de pedágios nessas áreas, segundo a parlamentar, contraria esse propósito e pode prejudicar economicamente as cidades do entorno, especialmente no acesso ao Aeroporto.

Para que a PEC seja protocolada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), são necessárias 26 assinaturas de deputados.

PL de Engler

Já Bruno Engler apresentou o Projeto de Lei nº 3.320/2025, que proíbe a instalação de praças de pedágio nos municípios que integram as regiões metropolitanas do Estado.

Engler justifica a proposta como uma medida para fomentar o desenvolvimento econômico e social, facilitando o transporte de pessoas e mercadorias sem a imposição de tarifas adicionais.

Atualmente, Minas Gerais possui duas regiões metropolitanas: a de Belo Horizonte, composta por 34 municípios, e a do Vale do Aço, composta por 4 municípios.

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Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.