Limpeza da caixa de areia deve ser diária para evitar doenças urinárias felinas
Higiene inadequada está entre as principais causas de problemas urinários e xixi fora do lugar

A limpeza da caixa de areia é um dos cuidados mais básicos e importantes na rotina de gatos, e também um dos mais negligenciados. A falta de higiene pode causar doenças urinárias e alterações de comportamento.
Essa negligência pode contribuir para problemas como a cistite, bastante comum em felinos. Isso porque os gatos são muito exigentes com o ambiente onde fazem suas necessidades, explica a médica-veterinária Juliana Deiab. “A caixa suja é uma das principais causas de o gato parar de usar o local correto”, diz.
A recomendação padrão entre veterinários é remover os dejetos diariamente e manter o ambiente do pet sempre limpo. Para ajudar nessa missão, a Itatiaia separou algumas dicas:
- A maioria dos gatos se sente confortável com cinco a oito centímetros de areia. Isso dá espaço para cavar e cobrir completamente os resíduos.
- Areias aglomerantes e com boa absorção podem funcionar bem com cerca de cinco centímetros, já que retêm urina e odores com menos material. Areias não aglomerantes podem exigir uma profundidade maior para absorção eficaz.
- Gatos que cavam demais, evitam entrar na caixa ou saem com muita areia nas patas podem estar sinalizando profundidade inadequada ou caixa desconfortável.
- A caixa deve ser maior que o comprimento do gato, do nariz à base da cauda, para que ele possa se mover e cavar confortavelmente.
- Além da profundidade, o número de caixas pode influenciar o uso e conforto. Muitos veterinários seguem a regra “número de gatos + 1”. Ou seja, se você tem um gato, o ideal é ter duas caixas de areia em casa, por exemplo.
- Retirar resíduos sólidos diariamente e repor areia mantendo a profundidade ideal evita odores e contaminação, além de incentivar o uso correto.
Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.
