Tendências e desafios na digitalização de armazéns em Minas Gerais
Estudo da Infor e Seal Sistemas destaca a importância da IA e dos sistemas de gestão de armazém, e revela desafios e benefícios da digitalização no setor.

Um estudo realizado pela Infor e pela Seal Sistemas revelou que inteligência artificial (IA) e sistemas de gestão de armazém (WMS) são as principais tendências para os armazéns em Minas Gerais. A pesquisa envolveu 124 profissionais de 97 empresas de setores como logística, varejo e manufatura, com o objetivo de avaliar o nível de digitalização dos armazéns brasileiros e identificar desafios e benefícios dessa transformação.
De acordo com o levantamento, 17% dos profissionais de Minas Gerais consideram a IA e o WMS como as tecnologias com maior impacto para os armazéns futuros. A adoção de WMS é destacada por reduzir custos, melhorar a produtividade e otimizar a gestão de recursos humanos.
A digitalização dos armazéns apresenta desafios como a atualização tecnológica e o investimento inicial elevado, com 24% dos profissionais apontando esses fatores como principais obstáculos, seguidos por preocupações com segurança cibernética (18%). Entre os benefícios esperados estão a redução de erros e retrabalhos (19%) e o aumento da eficiência operacional e melhoria na rastreabilidade do estoque (16% cada).
A pesquisa também indicou que a Região Sudeste lidera na percepção de digitalização dos armazéns, com uma avaliação média de 2,81 em uma escala de 1 a 5. No entanto, há um consenso de que é necessário acelerar a digitalização das operações para alcançar níveis mais elevados.
O estudo destaca a crescente complexidade da cadeia de suprimentos, impulsionada pelo aumento do e-commerce e por eventos climáticos extremos. A gestão eficiente dos armazéns e estoques, aliada à digitalização, é vista como essencial para o avanço da economia brasileira.
Laura Gorino é mineira e jornalista formada pela UFOP. Atualmente como repórter multimídia na Itatiaia, com passagem prévia pela filial da rádio em Ouro Preto.



