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Reparações e resgates históricos sobre povos escravizados ainda possuem lacunas no país 

Desde 2016, Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil estuda possiveis ações voltadas aos descendentes históricos

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Reparações e resgates históricos sobre povos escravizados ainda possuem lacunas no país
Reparações e resgates históricos sobre povos escravizados ainda possuem lacunas no país • Nappy.co

Em 13 de maio de 1888 o Brasil passava por importante processo histórico: a abolição da escravatura. Com a assinatura da conhecida Lei Áurea, cerca de 700 mil pessoas escravizadas foram teoricamente libertadas. 

Segundo a contagem feita no único censo realizado ainda durante o período escravocrata, ainda no Segundo Reinado, em 1872, havia em terras brasileiras cerca de 1,5 milhão de escravizados, o que representava aproximadamente 15% dos habitantes do país. Dados recentes estimam que cerca de 4 milhões de pessoas foram escravizadas em terras que hoje conhecemos como Brasil, tornando o país o maior importador de mão de obra escravizada do mundo.

Desde 2016, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) instaurou a  Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil, estudando mecanismo de reparação e resgates históricos culturais dos povos escravizados.

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Isabela Vilela é repórter multimídia na Itatiaia Ouro Preto desde 2022. Jornalista formada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), é mestranda em Comunicação pela mesma instituição, pesquisando sobre a produção jornalística em plataformas digitais. Antes, passou pela Agência Primaz de Comunicação e atuou como Copywriter e Produtora de Conteúdo em organizações sociais de Minas Gerais e São Paulo.