Projeto de Mariana que reeduca homens autores de violência contra a mulher é premiado pelo CNJ
O Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral reconhece projetos, programas, ações, pesquisas e experiências voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra mulheres e meninas. A premiação foi criada em memória da juíza Viviane Vieira do Amaral, vítima de feminicídio em 2020

Um projeto desenvolvido em Mariana, voltado à reeducação de homens autores de violência contra a mulher, está entre os vencedores da edição 2026 do Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça.
O trabalho “Restaurando Linguagens Afetivas com homens que cumprem a Lei Maria da Penha” é desenvolvido pelo Laboratório de Linguagens Afetivas, o Lalia. A iniciativa utiliza atividades de Arteterapia e processos de reeducação com homens submetidos a medidas previstas na Lei Maria da Penha. O reconhecimento foi divulgado pelo CNJ nesta semana.
O laboratório é resultado de uma parceria entre a Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil, a Alacib-Mariana, e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A coordenação reúne a artista, professora e arteterapeuta Andreia Donadon Leal; o poeta e professor emérito da Universidade Federal de Ouro Preto, José Benedito Donadon Leal; a psicóloga, advogada e professora da UFOP Ludmilla Camilloto; o advogado Saulo Camêllo; e o historiador, mestrando da UFOP e artista visual Lucas Machado.
A proposta do Lalia é trabalhar a violência de gênero também a partir da reflexão sobre comportamentos, relações afetivas e modelos de masculinidade. Entre as atividades estão trabalhos manuais com barro e produções textuais, como poesias.
Segundo Andreia Donadon, a Arteterapia é um dos diferenciais do projeto por criar outras formas de expressão e estimular reflexões entre os participantes sobre a maneira como os homens são educados e se relacionam.
O Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral reconhece projetos, programas, ações, pesquisas e experiências voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra mulheres e meninas. A premiação foi criada em memória da juíza Viviane Vieira do Amaral, vítima de feminicídio em 2020.
Segundo o CNJ, a edição deste ano recebeu 177 inscrições. A solenidade de entrega dos prêmios aos vencedores está prevista para o dia 23 de outubro.
Bruna Truocchio é repórter da Rádio Itatiaia Ouro Preto e apresentadora do jornal local. Formada em Jornalismo pela Universidade Estácio de Sá, tem pós-graduações em Filosofia e Marketing Digital.



