Ouro Preto registra índice de diabetes três vezes superior à média nacional, aponta estudo
Especialistas alertam sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce para reduzir complicações da doença, que afeta milhões de brasileiros

A conscientização sobre a prevenção e o tratamento da doença ganha destaque em um esforço para alertar a população sobre os riscos e a importância do diagnóstico precoce.
No Brasil, cerca de 10% da população é afetada pelo diabetes, de acordo com o Vigitel Brasil 2023, levantamento do Ministério da Saúde, que indica prevalência maior entre mulheres (11,1%) do que entre homens (9,1%).
Dados da Federação Internacional de Diabetes (IDF) estimam que aproximadamente 20 milhões de brasileiros convivem com o diagnóstico, mas o número de casos pode ser ainda maior, uma vez que mais de um terço das pessoas desconhece sua condição devido ao desenvolvimento silencioso da doença.
O diabetes tipo 2, mais comum em adultos, pode ser evitado com mudanças de hábitos, especialmente nos casos relacionados a fatores como sedentarismo, obesidade e histórico familiar.
O excesso de peso, particularmente em homens com gordura abdominal, e a falta de atividade física aumentam a predisposição ao diabetes, segundo a especialista.
Entre os sintomas mais comuns do diabetes estão sede e fome excessivas, perda de peso inexplicável, fadiga e micção frequente. No entanto, muitos pacientes permanecem assintomáticos em fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico e eleva o risco de complicações graves, como problemas cardíacos e renais.
Em Ouro Preto, um estudo realizado pelo “Projeto Doenças Metabólicas” da Escola de Farmácia da UFOP, feito entre 2019 e 2021, indica que a taxa de diabetes encontrada no município é três vezes maior que a média brasileira.
O tratamento adequado, que inclui mudanças na alimentação e controle de peso, pode reduzir significativamente os impactos do diabetes na saúde e na qualidade de vida, destaca a médica.
Aqueles com histórico familiar devem manter cuidados redobrados e acompanhamento constante para prevenir complicações e garantir uma vida saudável.
Laura Gorino é mineira e jornalista formada pela UFOP. Atualmente como repórter multimídia na Itatiaia, com passagem prévia pela filial da rádio em Ouro Preto.



