Itatiaia

Moradores do bairro Vila Aparecida reivindicam manutenção de acesso ao IFMG em Ouro Preto

Restrição de horários gera descontentamento na comunidade

Por
Ane Souz

Moradores do bairro Vila Aparecida, em Ouro Preto, divulgaram uma carta expressando descontentamento com as recentes restrições de acesso ao Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG).

O trajeto que liga o bairro à Bauxita, utilizado por décadas, está com horários reduzidos para passagem, o que, segundo os moradores, tem causado transtornos para o deslocamento a serviços como farmácias, escolas e hospitais. O acesso, que é utilizado por trabalhadores e pessoas que dependem de transporte público, está com horários limitados entre 10 e 20 minutos, de acordo com a comunidade.

A Associação de Moradores do bairro foi criticada por parte da população, que alega falta de ação em relação ao problema. Em resposta, o presidente da Associação, Samuel, informou que o IFMG está implementando restrições para reduzir custos:

"A associação foi chamada para discutir com o Instituto Federal (IF) a desativação dos vigias em aviso prévio devido à redução de custos. Estamos lutando para manter o portão aberto, pois essa passagem é importante para a comunidade, mas a decisão não depende da associação."

Os moradores pedem que o acesso ao instituto seja mantido de forma adequada para atender às necessidades do bairro.

Hugo Gomes, diretor de Administração e Planejamento do IFMG Campus Ouro Preto também falou sobre a situação:

"Reconhecemos a importância da passagem para os moradores da Vila Aparecida e a comunidade acadêmica. O campus tem quatro portarias que exigem vigilância 24 horas, custando quase um milhão de reais anualmente, ou 15% do orçamento total do IFMG. Em 2024, faremos cortes em diversas áreas, como energia e terceirizações. Por isso, decidimos fechar temporariamente a portaria da Vila Aparecida e a portaria com a UFOP, a substituindo por um portão com vigilância eletrônica."

Ele complementou ainda que, durante o fechamento, haverá breves janelas de abertura, de 15 a 20 minutos, para permitir a passagem de estudantes, servidores e moradores:

"Embora seja uma decisão difícil, precisamos agir com responsabilidade. O IFMG é da comunidade e desejamos manter a portaria da Vila aberta, mas não conseguimos fazê-lo neste momento", disse Hugo Gomes.

Por

Laura Gorino é mineira e jornalista formada pela UFOP. Atualmente como repórter multimídia na Itatiaia, com passagem prévia pela filial da rádio em Ouro Preto.

 

 

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