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Ferro+ Mineração busca licença para operar em 2027 e enfrenta oposição local

Projeto de expansão prevê investimento de R$ 288 milhões e estudos ambientais estão sob análise da Feam

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Ferro+

O projeto, chamado Expansão Fase 3, prevê investimento de R$ 288 milhões e vida útil estimada de 45 anos. A mineradora Ferro+ Mineração, do grupo J Mendes, que atua na região de Miguel Burnier, distrito de Ouro Preto, pleiteia uma nova licença ambiental para garantir a continuidade de suas atividades a partir de 2027. Segundo a empresa, a renovação é essencial para manter a operação e evitar a paralisação da produção, o que, segundo ela, poderia afetar empregos e a arrecadação municipal.

A mineradora, que opera desde o ano 2000 e produz cerca de sete milhões de toneladas de minério de ferro por ano, argumenta que o projeto de ampliação também prevê ações de controle e monitoramento ambiental mais rigorosas.

A proposta, contudo, tem gerado preocupação entre moradores das comunidades próximas, especialmente no Pires, em Congonhas, e no Mota, em Ouro Preto. Os residentes temem o aumento da poeira, do tráfego de caminhões e possíveis impactos sobre nascentes e mananciais da região.

Os estudos ambientais do empreendimento estão sob análise da equipe técnica da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam). A avaliação ocorre após a audiência pública realizada em julho, que contou com manifestações favoráveis e contrárias à expansão.

Caso o projeto seja aprovado, a empresa afirma que intensificará medidas de controle ambiental e acompanhamento dos impactos gerados pela atividade mineradora.

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Laura Gorino é mineira e jornalista formada pela UFOP. Atualmente como repórter multimídia na Itatiaia, com passagem prévia pela filial da rádio em Ouro Preto.