Chegada do verão alerta para cuidados especiais com idosos: Em Ouro Preto são 17% da população
Aumento das temperaturas exige atenção especial à população idosa, mais vulnerável aos efeitos do calor extremo.

Com a chegada do verão, os dias mais longos e as temperaturas elevadas trazem não apenas um convite às atividades ao ar livre, mas também desafios significativos para a saúde, especialmente para os idosos.
Essa faixa etária, que já enfrenta alterações naturais no organismo devido ao envelhecimento, como menor capacidade de regulação térmica e maior predisposição à desidratação, está mais vulnerável aos efeitos do calor extremo.
Estudos mostram que os riscos de complicações como golpes de calor, infecções respiratórias e agravamento de doenças crônicas aumentam consideravelmente durante essa estação. Diante disso, é crucial entender como o verão afeta o corpo dos idosos e como medidas preventivas podem fazer a diferença na qualidade de vida deles.
Em Minas Gerais, a população idosa representa uma parcela significativa dos habitantes. Dados do Censo 2022 do IBGE indicam que 12,4% da população do estado tem 65 anos ou mais, posicionando Minas Gerais entre os estados com maior percentual de idosos no país. E segundo dados censo de 2024 também do IBGE, Ouro Preto possui cerca de 13 mil pessoas idosas, o que representa aproximadamente 17% da população do município acima de 60 anos.
Essa realidade demográfica exige atenção redobrada durante o verão, especialmente em regiões como o Triângulo Mineiro e o Noroeste do estado, onde as temperaturas podem ultrapassar os 40°C
Quem conta o dia a dia do trabalho de cuidado com idosos é a técnica de enfermagem Lidinara Gorino:
"Alguns idosos não podem usar protetor solar devido a alergias, por isso, são tomadas precauções. Quando estão expostos ao sol, usam boné, e a alimentação e os cuidados são adaptados para evitar a desidratação, que pode ocorrer com facilidade nessa faixa etária."
Ela completa contanto sobre a rotina adaptada para os mais velhos:
"Eles podem se expor ao sol até as nove e meia da manhã. O exercício deles é mais leve, geralmente uma caminhada. A sala de educação física está disponível para a prática de exercícios. A alimentação deles é mais leve e os ambientes são bem ventilados, com ar-condicionado. Nos quartos, há ventiladores, e em casos de desidratação, é administrado soro oral. O uso de protetor solar é comum, assim como repelente."
Laura Gorino é mineira e jornalista formada pela UFOP. Atualmente como repórter multimídia na Itatiaia, com passagem prévia pela filial da rádio em Ouro Preto.



